"Civis no Iêmen estão sendo abandonados à miséria", diz secretário-geral

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Em pronunciamento a jornalistas, em Nova York, Ban Ki-moon afirma que crise se multiplicou nos últimos dias; ele lamenta as mortes de centenas de civis e falta de água, de comida e de medicamentos para as famílias iemenitas.

Família deslocada devido aos conflitos no Iêmen. Foto: Ocha

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

O secretário-geral da ONU fez um pronunciamento a jornalistas, esta quinta-feira, sobre a piora da situação tanto na Síria quanto no Iêmen. Segundo Ban Ki-moon, os civis nos dois países estão sendo "abandonados à miséria de forma intencional".

Sobre o Iêmen, país árabe que faz fronteira com a Arábia Saudita, o chefe da ONU destacou que a onda de violência fez com que dobrasse o total de pessoas severamente afetadas pela insegurança alimentar.

Acesso básico

Segundo Ban Ki-moon, a crise se multiplicou nos últimos dias e as famílias iemenitas lutam para ter acesso ao básico: água, comida, combustível e medicamentos.

Ele lamentou a morte de centenas de civis nas últimas semanas e o fechamento de escolas e de hospitais. O secretário-geral voltou a destacar que as tentativas dos combatentes houthis de controlar territórios pela força e minar a autoridade do governo violam as resoluções do Conselho de Segurança e a possibilidade da ONU facilitar um processo político.

Na avaliação de Ban, a escalada da situação no Iêmen também está ligada à operação da coalizão militar árabe, liderada pela Arábia Saudita, a pedido do presidente Hadi.

Ataques aéreos

O secretário-geral citou os ataques aéreos e as tentativas dos houthis e de seus aliados de ampliar o seu poder. Com isso, uma crise política interna transformou-se num "conflito violento, que pode ter repercussões regionais profundas", explicou Ban Ki-moon.

Segundo ele, a última coisa que o mundo precisa é de mais caos e crimes, como vistos na Líbia e na Síria. Ban acredita que negociações apoiadas pelo Conselho de Segurança continuam sendo a melhor chance de preservar a unidade territorial e a integridade do Iêmen. Ele defendeu o retorno a negociações políticas como a única solução para o conflito.

O secretário-geral da ONU pediu proteção dos civis, dos trabalhadores humanitários e disse esperar que os Estados-membros façam "todo o necessário para tornar isso possível e conseguir um acordo de paz".

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 13 DE DEZEMBRO DE 2017
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