Cerca de 147 mil vivem em centros de deslocados das cheias no Malaui

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OIM fez a contagem em seis distritos mais afetados pelas chuvas de janeiro; os mais de 195 centros continuam a receber assistência de autoridades humanitárias e de agências que operam no país.

Estudo foi feito em 195 campos onde vivem os afetados. Foto: FAO.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

Um estudo feito no Malaui confirmou que mais de 147,5 mil pessoas continuam abrigadas em centros de deslocados pelas chuvas e inundações de janeiro passado.

São 38,6 mil famílias que vivem em 195 locais que continuam a ser apoiados pelo governo do Malaui e pela comunidade humanitária. Os abrigos estão situados nos seis distritos do sul que foram os mais afetados pelas tempestades,  que mataram cerca de 80 pessoas.

Segurança Alimentar

Em nota, a Organização Internacional para Migrações, OIM, disse que além do alojamento a assistência oferecida envolve alimentos, meios de subsistência, artigos de saúde e não-alimentares, água, saneamento e higiene.

A agência iniciou um estudo para reforçar os dados sobre as tendências de deslocamento e as necessidades dos civis. As informações devem ser apresentadas ao governo e às agências humanitárias.

De acordo com a OIM,  a ideia da ferramenta  é recolher, processar e divulgar informações regulares para uma melhor compreensão das necessidades, dos números e dos movimentos de deslocados internos no país.

Postos de Fronteira

Entretanto, o Banco Mundial anunciou a aprovação de US$ 69 milhões para ajudar a melhorar as infraestruturas rodoviárias e de postos fronteiriços que ligam o Malaui aos corredores comerciais da África Austral.

O programa deve atualizar e modernizar as instalações nos postos fronteiriços para facilitar as trocas nas fronteiras com os vizinhos Tanzânia e Moçambique.

O órgão disse que a reforma deve incluir estruturas de partilha de informações através das fronteiras, a conectividade na área das Tecnologias de Informação e Comunicação e a cooperação entre várias agências.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 11 DE DEZEMBRO DE 2017
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