Banco Mundial: pesquisas mostram progresso económico contínuo na Libéria

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Quadro seria mais desigual em Serra Leoa; segundo órgão, efeitos do ébola no bem-estar das famílias deve ir além do fim da crise da saúde; chefes de Estado dos três países mais afetados participam de encontro em Washington, esta sexta-feira.

Monrovia, na Libéria. Foto: Banco Mundial/Dominic Chavez

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

O retorno ao trabalho continua a aumentar na Libéria, liderado por ganhos para os assalariados e pessoas que trabalham no campo por conta própria. No entanto, o quadro permanece desigual em Serra Leoa.

Os dados constam da última ronda de pesquisas de telemóveis conduzidas em ambos os países pelo Banco Mundial e parceiros. O objetivo é avaliar o impacto do ébola nos meios de subsistência.

Encontro

Esta sexta-feira, chefes de Estado da Guiné Conacri, Libéria e Serra Leoa participam de uma reunião na sede do Banco Mundial em Washington, capital dos Estados Unidos.

O objetivo é compartilhar os seus planos de recuperação do ébola com ministros de finanças e desenvolvimento e parceiros internacionais.

Segundo o órgão, no momento em que a Libéria chega próximo a nenhum caso e a Serra Leoa observa "declínio promissor" nas taxas de infeção nas últimas semanas, é importante entender que ações de recuperação devem ser priorizadas.

Além disso, também seria importante compreender que pessoas em cada país estão a precisar de mais atenção tanto agora e quando a crise de saúde for completamente abatida.

Pesquisa

Entre outros tópicos, a pesquisa aponta que a situação do emprego continua a melhorar na Libéria e o uso dos serviços públicos parece estar a ser retomado. No entanto, apesar de melhorias, a insegurança alimentar continua alta.

Já na Serra Leoa, há sinais positivos, inclusive na prestação de serviços sociais, mas a situação económica permanece desigual.

Programas nacionais de rádio, voltados para educação, chegaram a cerca de 72% dos domicílios com crianças em idade escolar. E a insegurança alimentar, que já era alta no país antes da crise, continua a ser uma preocupação.

*Apresentação: Michelle Alves de Lima.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 8 DE DEZEMBRO DE 2017
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