Ban fala sobre desafios globais no Instituto de Estudos Políticos, em Paris

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Secretário-geral citou questões como mudança climática, ameaças à paz e direitos humanos; ele afirmou que governos e cidadãos estão buscando respostas com as Nações Unidas.

Ban Ki-moon. Foto: ONU/Evan Schneider

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, discursou esta quarta-feira no Instituto de Estudos Políticos, em Paris, sobre os desafios globais enfrentados pelas Nações Unidas no ano em que completa 70 anos.

Ban citou questões como a mudança climática, ameaças à paz e direitos humanos.

Respostas

Ele explicou que governos e cidadãos do mundo inteiro estão buscando respostas com a ONU. Ban declarou que os recursos são limitados, e que neste momento, poderia mencionar 10 crises no planeta.

Ele disse aos estudantes do Instituto de Estudos Políticos que eles fazem parte da "maior geração de jovens da história. São cidadãos globais que podem moldar o futuro".

O chefe da ONU citou a crise de migrantes no Mediterrâneo, onde milhares de pessoas morreram nos últimos anos tentando fazer a travessia em barcos inseguros do Oriente Médio ou norte da África para a Europa.

O secretário-geral disse ainda que 2015 é o ano da Ação Global, onde o mundo adotará uma nova agenda de desenvolvimento sustentável. Depois disso, citou a reunião sobre o clima, onde líderes mundiais devem chegar a um acordo sobre o assunto na conferência que será realizada em dezembro, na capital francesa.

Refugiados

Ban falou ainda sobre os 50 milhões de refugiados em todo o mundo, o maior número desde a Segunda Guerra Mundial. Ele disse que a ONU tem atualmente mais de 130 mil boinas azuis e policiais participando de 16 missões de paz nos cinco continentes.

Para o chefe da ONU, a situação no Oriente Médio está se tornando cada vez mais instável. A solução de dois Estados independentes vivendo lado a lado, Israel e Palestina, está cada vez mais distante e com consequências potencialmente perigosas.

Na guerra da Síria, Ban afirmou que mais de 220 mil pessoas foram mortas desde o início do conflito, em 2011. E segundo ele, essas estimativas são conservadoras.

O chefe da ONU disse aos alunos que "ao viver e estudar num país como a França talvez eles não tenham condições de ver como as pessoas em outras partes do mundo estejam vivendo".

Ban pediu aos estudantes que "abram seus horizontes e tentem se tornar cidadãos globais".

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