Ban e papa Francisco discutem crise de migrantes no Mediterrâneo

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No encontro desta terça-feira, eles falaram também sobre mudança climática, educação e desenvolvimento humano; no workshop promovido pelo Vaticano, secretário-geral afirmou que os efeitos do clima afetam a todos.

Ban Ki-moon (à dir.) em encontro com o papa Francisco (de branco). Foto: ONU/Mark Garten

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, e o papa Francisco se reuniram esta terça-feira no Vaticano para discutir questões como a crise de migrantes que atravessam o Mediterrâneo em direção à Europa.

No encontro, eles falaram ainda sobre os efeitos da mudança climática, exclusão social, tráfico humano e todas as formas de escravidão moderna, além da situação do Sudão do Sul.

Workshop

Ban e o papa Francisco conversaram também sobre o papel do esporte como ferramenta para educação e para o desenvolvimento humano. Ainda na pauta, os dois líderes reafirmaram o compromisso de continuarem trabalhando para um mundo livre de armas nucleares.

O chefe da ONU fez também um pronunciamento num workshop organizado pelo Vaticano sobre "Dimensão Moral da Mudança Climática e o Desenvolvimento Sustentável".

Ban afirmou que "a mitigação das mudanças climáticas e a adaptação a seus efeitos são necessárias para erradicar a pobreza extrema, reduzir a desigualdade e garantir um desenvolvimento econômico sustentável e equitativo.

Para o secretário-geral, "a mudança climática está profundamente ligada à saúde pública, à segurança alimentar, à migração, à paz e à segurança".

Ban disse que essa é uma questão moral, de justiça social, de direitos humanos e de ética.

Segundo o chefe da ONU, "ciência e religião não estão em desacordo sobre a mudança climática, na verdade, estão totalmente alinhadas".

Ele explicou que "a mudança climática está ocorrendo agora e que as atividades humanas são a principal causa".

Pobres e Vulneráveis

Ban disse que os que mais sofrem com esse problema são os mais pobres e os mais vulneráveis.

O secretário-geral citou como exemplos dessas mudanças o aumento de enchentes, secas e até mesmo do nível do mar. Ban disse ainda que as tempestades estão se tornando mais severas e estão causando mais danos, levando famílias a migrarem de uma região para outra.

O chefe da ONU afirmou que os novos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, que serão adotados em setembro, vão ter uma abordagem holística. A meta é colocar as questões sociais e ambientais nos mesmos níveis das questões econômicas.

Segundo Ban, "erradicar a pobreza, acabar com a exclusão social e proteger o meio ambiente são valores consistentes com os ensinamentos das grandes religiões".

O secretário-geral afirmou que "o mundo precisa de um acordo global sobre o clima que seja universal, justo e ambicioso".

Na sua opinião, os países industrializados devem dar o primeiro passo adiante e todas as nações precisam fazer mais e tornarem-se parte do processo de solução.

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