Ban alerta que "surto de ebola continua sendo um desafio"

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Secretário-geral afirmou que muitas vidas foram perdidas e famílias, comunidades e países foram arrasados pela epidemia; Banco Mundial prometeu liberar mais US$ 650 milhões para Guiné, Libéria e Serra Leoa.

Ban Ki-moon em Washington nesta sexta-feira. Foto: Banco Mundial

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, alertou esta sexta-feira que o "surto de ebola continua sendo um desafio" global.

A declaração foi feita num evento de alto nível sobre a epidemia que acontece paralelamente à Reunião de Primavera do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional, em Washington, capital americana.

Vidas Perdidas

Ban afirmou que "muitas vidas foram perdidas e que famílias, comunidades e países foram arrasados" pela doença. O chefe da ONU disse que nos últimos meses foi possível ver um progresso importante no combate ao vírus.

Ele citou os esforços feitos pelos presidentes e governos dos países mais afetados para conter e acabar com o surto. Ban mencionou também as comunidades locais que adotaram medidas seguras para o tratamento dos doentes e para sepultar os mortos.

Segundo o secretário-geral, o resultado desse trabalho conjunto pode ser visto com a redução significativa dos casos de ebola. Mas para atingir "zero casos", Ban disse que a comunidade internacional deve manter essa capacidade de resposta por, pelo menos, mais um ano.

Banco Mundial

Para ajudar nesse processo, o Banco Mundial vai disponibilizar mais US$ 650 milhões, o equivalente a quase R$ 2 bilhões, durante o próximo ano para Guiné, Libéria e Serra Leoa.

O dinheiro vai ser usado nos trabalhos de recuperação pelos impactos econômicos e sociais causados pela crise de ebola e para avançar com as necessidades de desenvolvimento desses países.

Com essa nova promessa, a contribuição do Banco Mundial para financiar as operações e os esforços de resposta já atingiu US$ 1,6 bilhão.

Calcula-se que as perdas somadas do Produto Interno Bruto da Guiné, da Libéria e de Serra Leoa cheguem a US$ 2,2 bilhões neste ano.

Além dos efeitos causados pelo surto de ebola, a piora da economia dos três países africanos foi acentuada pela queda nos preços do minério de ferro e do colapso do setor de mineração em Serra Leoa.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 13 DE DEZEMBRO DE 2017
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