Ban afirma que prioridade da ONU é eliminar armas nucleares

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Declaração foi feita em nome do secretário-geral pelo seu vice, Jan Eliasson, na abertura da Conferência das Partes do Tratado de Não Proliferação de Armas; chefe das Nações Unidas quer maior participação da sociedade civil nesse processo.

Prioridade da ONU é a eliminação das armas nucleares. Foto: ONU/Tobin Jones

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, afirmou que a prioridade das Nações Unidas é a eliminação das armas nucleares.

A declaração consta do discurso lido pelo seu vice, Jan Eliasson, na abertura da reunião de revisão do Tratado de Não Proliferação Nuclear, NPT, pela sigla em inglês, que está sendo realizada na Assembleia Geral.

Potencial de Destruição

Eliasson disse que para Ban Ki-moon "nenhuma outra arma tem o potencial de causar tamanha destruição em todo o mundo".

Segundo o secretário-geral, o tratado é a base do regime de não proliferação e também para alcançar um mundo livre de armas nucleares.

O chefe da ONU explicou que a meta da Conferência das Partes é garantir que o NPT mantenha o seu papel central na segurança coletiva global.

A reunião servirá também para traçar um caminho claro sobre como o Tratado de Não Proliferação vai estar até 2020, quando completará 50 anos de existência.

Aiea

O chefe da Agência Internacional de Energia Atômica, Yukiya Amano, disse no encontro que houve um grande avanço no trabalho da Aiea desde a última reunião, em 2010.

Amano afirmou que a agência e o NPT têm um objetivo em comum, que é "o de garantir que a humanidade receba o máximo de benefícios do uso pacífico da tecnologia e da ciência nuclear".

Para ele, os dois setores têm muito a contribuir para o desenvolvimento de áreas como a saúde, agricultura e manejo de água e energia.

Amano lembra que o documento final da Conferência em 2010 reconheceu a importância do programa de cooperação técnica da Aiea como "um dos veículos para a transferência de tecnologia nuclear para fins pacíficos".

Acordo

O secretário-geral da ONU pediu aos Estados-membros que trabalhem em conjunto até o fim do encontro, em 22 de maio, para alcançar um acordo que fortaleça o documento.

Ele disse que o resultado deve promover a universalidade do NPT, assegurar o cumprimento de todas as as suas provisões e reforçar os principais objetivos, que são: evitar a propagação e eliminar as armas nucleares.

Ban apelou aos representantes dos países que cheguem a um ponto em comum, sejam inclusivos e mostrem flexibilidade.

Promoção do Desarmamento

O chefe da ONU encorajou ainda a participação da sociedade civil nesse processo dizendo que ela tem um papel importante no fortalecimento das normas e na promoção do desarmamento.

O secretário-geral declarou que, antes da reunião, a presidente da Conferência, Taous Feroukhi, e as Nações Unidas receberam várias petições de grupos da sociedade civil, com milhões de assinaturas relacionadas à eliminação das armas nucleares.

Tendo como base o Plano de Ação de 2010, resultado de um consenso internacional sobre como alcançar os objetivos do tratado, Ban disse que a Conferência agora deve demonstrar "como e quando" esse plano será implementado.

Programa Nuclear

O chefe da ONU disse ainda que desafios como o programa nuclear iraniano podem ser resolvidos pela diplomacia, e citou o P5+1 e o Irã.

O grupo representa os cinco países com assento permanente no Conselho de Segurança, China, Estados Unidos, França, Reino Unido e Rússia, além da Alemanha e do Irã.

Ban declarou que um acordo final, verificado pela Agência Internacional de Energia Atômica, pode ajudar a aliviar as sérias preocupações de segurança como também avançar na questão da não proliferação.

Ele afirmou que "um Oriente Médio livre de armas nucleares e outras armas de destruição em massa pode fornecer benefícios significativos, além do desarmamento.

O secretário-geral declarou que em vez de um Tratado Abrangente de Proibição de Teste Nucleares, o que se vê atualmente são programas de modernização que podem "enraizar" as armas nucleares pelas próximas décadas.

Ban disse ainda que em vez de buscarem propostas para acelerar o desarmamento nuclear, os países estão voltando à perigosa mentalidade da guerra fria.

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