Aumento da violência no Iêmen leva ONU a fazer apelo humanitário urgente

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Pedido é de quase US$ 274 milhões para fornecer água, comida e serviços de saúde a 7,5 milhões de pessoas; último cálculo das Nações Unidas sugere pelo menos 731 mortos e mais de 2,7 mil feridos em menos de um mês.

Civis sofrem para conseguir água, comida, combustível e assistência de saúde. Foto: PMA

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

As Nações Unidas estão pedindo, com urgência, US$ 273,7 milhões para poder fornecer assistência a 7,5 milhões de civis no Iêmen. O apelo humanitário foi feito esta sexta-feira em Genebra.

O representante do Escritório da ONU para Coordenação de Assuntos Humanitários, Ocha, declarou que a devastação causada pelo conflito apenas piorou o que já era uma das crises humanitárias mais complexas do mundo.

Ataques

Johannes Van Der Klaauw explicou que milhares de famílias ab andonaram suas casas, fugindo da violência em campo e dos ataques aéreos. Os civis sofrem para conseguir água, comida, combustível e assistência de saúde.

Segundo a ONU, o conflito no Iêmen piorou nas últimas semanas, se espalhando por várias regiões do país e também em bairros residenciais, em especial em Áden, a segunda maior cidade do país. Ataques aéreos destruíram hospitais, escolas, aeroportos e mesquitas.

Mortos e Feridos

O último balanço da ONU confirma a morte de pelo menos 731 pessoas e mais de 2,7 mil feridos, entre os dias 19 de março e 12 de abril. O número de pessoas que sofrem com a insegurança alimentar aumentou para 12 milhões e pelo menos 150 mil civis foram deslocados pelo conflito.

Van Der Klaauw explicou que as agências humanitárias continuam em operação no Iêmen e tentam entregar ajuda, apesar dos desafios de logística e da insegurança. O país precisa receber medicamentos, água potável, comida e abrigo para os civis.

Fuga

Em algumas localidades, o preço dos alimentos subiu 40% e o valor do combustível quadruplicou. Por isso, o representante do Ocha pediu aos países doadores que contribuam com urgência para a causa.

Na quinta-feira, um avião conseguiu pousar na capital Sanaa, carregando 70 toneladas de medicamentos, incluindo material cirúrgico. E pelo menos 160 mil crianças precisam, com urgência, de tratamento para desnutrição, segundo o Unicef.

A Agência da ONU para Refugiados, Acnur, informou que muitos iemenitas estão fugindo de barco para a região do Chifre da África. Mais de 1,5 mil pessoas chegaram ao Djibouti e à Somália nas últimas semanas. O Iêmen é um país arábe, que faz fronteira com a Arábia Saudita.

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