Alto comissário da ONU faz apelo urgente à União Europeia

Trabalhadores de emergência de Malta retiram corpos do desastre no Mediterrâneo ocorrido no fim de semana. Foto: Acnur/F.Ellul

Nesta segunda-feira, 20 de abril, o alto comissário da ONU para os Direitos Humanos fez um apelo urgente aos países da União Europeia. Zeid Al Hussein pede aos governos que tomem medidas “mais sofisticadas e corajosas” para lidar com o fluxo de migrantes que tentam entrar na Europa.

Zeid afirmou ter ficado “horrorizado, mas não surpreso” com a tragédia do fim de semana, após o naufrágio de um barco de madeira que tinha saído da Líbia com pelo menos 700 pessoas. Segundo ele, essas centenas de mortes foram “tristemente previsíveis”, resultado da “falha contínua de governança e de uma falta monumental de compaixão”.

O alto comissário afirmou que parar com as operações de resgate não resultou num fluxo menor de migração, nem em menos contrabando de pessoas, mas gerou muito mais mortes no mar.

Zeid Al Hussein citou o programa italiano Mare Nostrum, encerrado em outubro, como um caso de sucesso. Mas para ele, a Operação Triton, lançada em novembro pela União Europeia, é “inadequada porque foca mais no controle de fronteiras do que em salvar vidas”.

O alto comissário pede que o programa Triton seja substituído “imediatamente por uma operação europeia forte de busca e de resgate no Mediterrâneo”.

Confira mais informações com Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York, para o Jornal da GloboNews.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 15 DE DEZEMBRO DE 2017
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