“Alegações de uso de armas químicas continuam na Síria”, diz ONU

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Declaração consta na mensagem do secretário-geral da organização para o evento que marcou os 100 anos do uso da primeira arma química em Ypres; Ban disse que atrocidades devem ser lembradas com determinação.

Ban Ki-moon salienta a necessidade de os Estados-partes destruírem todas as armas químicas em seu poder. Foto: ONU/Tobin Jones

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

As Nações Unidas participaram, esta terça-feira, num evento da Organização para a Proibição das Armas Químicas para marcar os 100 anos do uso da primeira arma química na cidade de Ypres, na Bélgica.

A mensagem do secretário-geral ao evento menciona a Síria porque “alegações do uso de armas químicas continuam”.  O discurso em nome de Ban Ki-moon foi feito pela alta representante adjunta sobre Assuntos de Desarmamento,Virgínia Gamba.

Realizações

Para o chefe da ONU, alegações de uso de gás cloro na Síria são uma amarga ironia e um lembrete de que a comunidade internacional “não pode ser complacente acerca das suas realizações, nem permitir o fim do tabu que envolve tais armas”.

A mensagem realça que os horrores da 1ª Guerra Mundial devem ser lembrados, num momento em que se lida com os atuais desafios de segurança.

Ban lembrou que muitos anos após a guerra, um soldado do Canadá falou do ataque com gás cloro na Segunda Batalha de Ypres. Ele descreveu que um gás verde “subiu para as trincheiras e ficou”.

Atrocidades

O chefe da ONU disse que o aniversário recorda as atrocidades com determinação para assegurar que, contrariamente ao gás, as ameaças não persistam.

Para Ban, os eventos ocorridos há um século marcam um momento decisivo: a primeira vez em que as armas químicas foram implantadas em larga escala no campo de batalha.

O facto motivou a criação do Protocolo de Genebra de 1925, que proibiu o uso de armas químicas diretamente. Cerca de 70 anos depois, a Convenção sobre Armas Químicas proibiu o seu desenvolvimento, produção, aquisição, armazenamento, retenção, transferência e uso.

O secretário-geral salienta ainda a necessidade de os Estados-partes destruírem todas as armas químicas em seu poder.

Norma

Para o chefe da ONU, a comunidade internacional deve orgulhar-se, porque o Protocolo de Genebra e a Convenção sobre Armas Químicas são aceitos como parte indispensável da norma internacional contra esse tipo de armas.

Ainda sobre a Síria, o secretário-geral disse que há menos de dois anos a confirmação do uso de armas químicas serviu como um lembrete chocante de que estas ainda não passaram para a história.

Sobre o esforço de várias nações para eliminar o programa de armas químicas da Síria, Ban considerou um compromisso e conquista importantes. Para ele, a ação marcou a determinação internacional contra o tipo de armas e ilustrou a força da ação coletiva por um objetivo comum.

*Apresentação: Laura Gelbert.

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