Segundo relatora, grupos armados continuam a aterrorizar centro-africanos

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Marie-Thérèse Keita Bocum nota, no entanto, diminuição no número de deslocados internos e de refugiados; especialista falou ao Conselho de Direitos Humanos; órgão também debateu a Côte d'Ivoire.

Sessão no Conselho dos Direitos Humanos. Foto: ONU/Violaine Martin

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova Iorque. 

O Conselho de Direitos Humanos da ONU realizou dois diálogos interativos esta terça-feira em Genebra, sobre a situação na República Centro-Africana e na Côte d'Ivoire, também conhecida como Costa do Marfim.

A especialista independente sobre os direitos humanos na República Centro-Africana destacou que "grupos armados continuam a aterrorizar civis em grandes partes do país".

Preocupações

Marie-Thérèse Keita Bacoum notou que o número de deslocados internos e de refugiados tem  diminuído, mas as pessoas continuam a fugir de novas áreas em conflito. Segundo a relatora, a situação de segurança continua no centro de todas as preocupações do país e da comunidade internacional.

A relatora elogiou, entretanto, o governo centro-africano pela prisão de alegados responsáveis por sérios crimes de direitos humanos. Ao falar como o país em questão, a delegação da República Centro-Africana ressaltou a importância de se garantir condições de segurança durante as eleições e disse que a assistência financeira internacional tem sido lenta.

Estupros

Participaram do diálogo interativo vários países, como Argélia, Austrália, Alemanha, Estados Unidos e Sudão. As delegações expressaram muita preocupação com a situação humanitária na República Centro-Africana e condernaram casos de estupro, de violência sexual e o uso de até 10 mil crianças-soldado.

Já sobre a Côte d'Ivoire, o relator independente sobre cooperação técnica com o país apresentou ao Conselho de Direitos Humanos atualizações sobre o desarmamento.

Compensação

Segundo Mohammed Ayat, o diálogo com a oposição e com movimentos sociais são essenciais para melhor a segurança no país. Ele elogiou esforços para melhorar o sistema judiciário e a abolição da pena de morte, medidas que para o relator podem ajudar a quebrar o ciclo de impunidade.

A delegação da Côte d'Ivoire reconheceu o próprio esforço em fazer com que o sistema judicial do país esteja em linha com padrões internacionais e destacou a adoção de leis sobre defensores de direitos humanos e sobre tráfico humano.

Os representantes do país disseram que o financiamento de indemnização das vítimas da violência pós-eleitoral chega ao valor de 15 milhões de euros.

 

 

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 13 DE DEZEMBRO DE 2017
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