Representantes da ONU assinam comunicado conjunto sobre crise na Síria

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Subsecretária-geral para Assuntos Humanitários, e chefes da OMS, Unicef e PMA estão entres os que participam da nota; conflito completa quatro anos neste mês; mais de 200 mil pessoas morreram desde o início da crise; ONU anuncia campanha de solidariedade nas redes sociais  #WhatDoesItTake.

Refugiados sírios procuram abrigo em países vizinhos. Foto: Acnur/J. Kohler

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova York.

Diversos representantes e chefes de agências da ONU emitiram um comunicado conjunto nesta sexta-feira sobre a crise na Síria, que completa quatro anos este mês.

Eles declararam que a crise continua a ter um custo humano "inimaginável" e que a comunidade internacional não conseguiu interrompê-la.

Desespero

Mais de 200 mil pessoas morreram, mais de 12,2 milhões precisam de assistência e 3,9 milhões de refugiados fugiram do país. Crianças e jovens são cercados de "violência, desespero e privação".

O comunicado foi assinado pela subsecretária-geral da ONU para Assuntos Humanitários, Valerie Amos, pela representante especial das Nações Unidas sobre Violência Sexual em Conflitos, Zainab Bangura e pela diretora-geral da Organização Mundial da Saúde, OMS; Margaret Chan.

Ainda na lista estão a diretora-executiva do Programa Mundial de Alimentos, PMA, Ertharin Cousin; o alto comissário da ONU para refugiados, Antonio Guterres e o comissário-geral da Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina, Unrwa, Pierre Krähenbühl.

O diretor-executivo do Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, Anthony Lake e a representante especial para Crianças e Conflitos Armados, Leila Zerrougui também fazem parte do comunicado.

Horror

Na nota, eles expressaram o "horror, a indignação e a frustração"  com a "tragédia". Os representantes afirmaram que, como líderes humanitários, continuam empenhados em fazer o melhor para ajudar os afetados pela guerra.

Eles disseram que é necessário que os líderes mundiais coloquem de lado as diferenças e usem a influência para realizar uma "mudança significativa" na Síria.

Entre outros pontos, eles mencionaram a pressão para que os dois lados suspendam os "ataques indiscriminados" a civis, a garantia do levantamento de cercos, onde mais de 212 mil pessoas estão presas sem comida há vários meses e evitar o completo colapso do sistema educacional.

Credibilidade

Os representantes da ONU concluem a nota declarando que a população da Síria, e pessoas ao redor do mundo, querem que este sofrimento acabe.

Eles perguntam "o que é preciso" para acabar com a crise e declararam que "o futuro de uma geração e a credibilidade da comunidade internacional estão em jogo".

Campanha

O Escritório das Nações Unidas para Assistência Humanitária, Ocha, lançou uma campanha global para que países, líderes mundiais, agências humanitárias e o público em geral manifestem sua frustração com o agravamento da situação humanitária na Síria.

O objetivo da iniciativa também é o envio de mensagens de solidariedade aos sírios. A campanha #WhatDoesItTake ou, o que é preciso, em tradução livre, acontece nas redes sociais.

Pessoas podem participar da campanha postando uma foto delas mesmas segurando um cartaz escrito #WhatDoesItTake no Facebook, Twitter ou Instagram usando a mesma hashtag e acrescentando uma mesagem de solidariedade aos sírios.

Segundo o Ocha, as imagens vão para a página da campanha na internet, www.syria-whatdoesittake.org, criando, assim, uma montagem fotográfica online de “solidariedade e apoio”.

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