Relator da ONU pede ao México que combata "tortura de suspeitos criminosos"

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Juan Méndez afirmou "que velhos hábitos são difíceis de morrer"; em Genebra, ele disse que a prática "generalizada" acontece como forma de investigação criminal em todos os níveis do governo: local, estadual e federal.

Juan Méndez. Foto: ONU/Loey Felipe

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

O relator especial da ONU sobre Tortura, Tratamentos e Punições Cruéis ou Desumanas, Juan Méndez, voltou a pedir, esta quarta-feira, que o México combata a prática contra suspeitos criminosos.

Falando em espanhol a jornalistas em Genebra, Méndez disse que "velhos hábitos são difíceis de morrer" e que o abuso é cometido como forma de investigação criminal em todos os níveis do governo: local, estadual e federal.

Impunidade

Ele disse que "a questão da impunidade no México está relacionada às poucas investigações sobre as denúncias, como também por investigações tardias, algumas realizadas oito meses depois do fato ocorrido, e da falta de independência".

Segundo Méndez, o relatório afirma que as autoridades mexicanas estão obrigadas a realizar investigações independentes e imparciais, e no momento apropriado.

O relator da ONU declarou que é muito importante que o México compreenda que tem "um problema muito sério de tortura".

Ele rejeitou as críticas feitas pelo governo de que não havia enviado mais casos de alegados abusos antes de fazer suas recomendações ao Conselho de Direitos Humanos.

Jovens

Méndez afirmou que "o fato de não ter conseguido submeter centenas de casos às autoridades mexicanas não significa que não possa utilizar o termo generalizado".

O relator explicou que jovens meninos e meninas estão entre as vítimas de abuso.

Nas suas investigações nos presídios mexicanos, Méndez afirmou que os detidos disseram que a tortura acontece nas primeiras 24 ou 48 horas depois da prisão, antes de serem levados perante um juiz.

Sobre a Venezuela, o relator disse que as autoridades fizeram uso de força excessiva contra os manifestantes, mas afirmou que não poderia fazer um comentário geral sobre o assunto até que o governo autorize sua visita ao país.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 15 DE DEZEMBRO DE 2017
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