Progresso para mulheres nos últimos 20 anos tem sido "inaceitavelmente lento"

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Conclusão é do estudo preparado pela 59ª Comissão sobre o Estatuto da Mulher, CSW; secretário-geral, Ban Ki-moon, vai apresentar o relatório nesta segunda-feira.

Ilustração: ONU Mulheres

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova York.

O progresso para as mulheres nos últimos 20 anos tem sido "inaceitavelmente lento", com áreas de estagnação e retrocesso.

Esta é a conclusão da revisão global sobre o progresso da igualdade de gênero, para marcar o 20º aniversário da Quarta Conferência Mundial sobre Mulheres em Pequim. O secretário-geral, Ban Ki-moon, vai apresentar o documento aos Estados membros nesta segunda-feira.

Lacunas

O estudo foi preparado pela 59ª Comissão sobre o Estatuto da Mulher, CSW, e cobre 167 países, com contribuições de governos e da sociedade civil.

O documento mostra que apesar de algum progresso, os líderes mundiais não fizeram o suficiente para atuar em compromissis feitos na Declaração de Pequim e Plataforma de Ação.

Segundo a diretora-executiva da ONU Mulheres, Phumzile Mlambo-Ngcuka, o relatório do secretário-geral torna claro que o "a decepcionante lacuna de normas e implementação dos pontos da Plataforma de Ação de Pequim apontam para uma falha coletiva das lideranças sobre progresso para mulheres.

Ela afirmou ainda que "os líderes confiados com o poder para realizar as promessas feitas em Pequim falharam com mulheres e meninas".

Iniciativa

Levando em conta os resultados do relatório, a ONU Mulheres lançou no dia 6 de março a iniciativa "Planeta 50-50 até 2030" para estimular promessas governamentais para ação.

Em 1995, 189 países endossaram a Plataforma para Ação mas nenhum país alcançou igualdade de gênero até o momento. Segundo a ONU Mulheres, no ritmo atual, vai demorar 81 anos para se chegar à paridade de gênero na participação econômica, e cerca de 50 anos para atingir a paridade na representação parlamentar.

Progresso

O relatório mostra algumas áreas de avanços, como o aumento no número de países removendo leis descriminatórias e adotando leis para combater a violência de gênero.

Meninas são quase metade de todos os estudantes em escolas primárias e a participação das mulheres no mercado de trabalho subiu. A agência aponta ainda que a mortalidade materna caiu 45% desde 1990.

No entanto, a lacuna salarial entre gêneros é um "fenômeno universal" e a violência contra mulheres e meninas persiste em muitos países, entre outras questões.

Momento Histórico

O relatório lista alguns dos principais fatores travando os avanços, como conflito, crise econômica e aumento do extremismi, entre outras questões.

Alguns importantantes elementos de mudança incluem transformar normas e esteriótipos, transformar economias para chegar à igualdade de gênero e garantir a participação completa e igual nos processos decisórios.

Segundo a agência, o ano de 2015 fornece um "momento histório" para acelerar o progresso em direção à igualdade de gênero e o empoderamento de mulheres. Em setembro, chefes e Estado e governo e todo o mundo devem participar de uma Conferência onde vão acordar um modelo de desenvolvimento para os próximos anos.

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