Para OMS, República Centro-Africana passa por emergência de saúde

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Com violência, 1,5 milhão de pessoas necessitam urgente de serviços de saúde e apenas 55% das instalações do país estão a funcionar; agência da ONU precisa de US$ 63 milhões para tratamentos de rotina.

Uma em cada 10 crianças centro-africanas não completa o primeiro aniversário. Foto: Banco Mundial/Curt Carnemark

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova Iorque.

A Organização Mundial da Saúde, OMS, prevê uma grande crise de saúde na República Centro-Africana, após anos de conflito e de baixo desenvolvimento no país.

Numa nota, a agência da ONU lembra que os confrontos levaram comunidades inteiras a abandonar as suas casas. Atualmente, quase 1,5 milhão de pessoas necessitam de serviços de saúde.

Financiamento

Junto ao Ministério da Saúde e parceiros humanitários, a OMS trabalha para cuidar das pessoas afectadas pela crise. Atualmente, apenas 55% das instalações de saúde estão a funcionar na República Centro-Africana e a maioria depende de ajuda de entidades como a OMS.

Mas caso não haja mais financiamento, o apoio terá de ser interrompido. A OMS e parceiros necessitam de US$ 63 milhões para tratar de pessoas que sofrem ferimentos devido aos combates e também para tratamentos de rotina, como serviços de saúde materna e apoio a pacientes com diabetes, cancro ou doenças do coração.

Preparo

Com as eleições marcadas para o fim do ano, a OMS teme uma piora da situação e diz ser necessária ação imediata e preparação para possíveis surtos de doenças.

O sarampo, por exemplo, já foi registado em 15 dos 22 distritos do país. A nação tem ainda a terceira maior taxa de mortalidade infantil do mundo: uma entre 10 crianças centro-africanas não completa o primeiro aniversário.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 15 DE DEZEMBRO DE 2017
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