ONU pede apoio para tirar sírios do sofrimento pelos 4 anos de guerra

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Unicef diz que 14 milhões de crianças foram afetadas por conflito na Síria e no  Iraque; agência afirma que a situação é desesperadora para 5,6 milhões de menores sírios; Acnur alerta que 12 milhões necessitam de ajuda urgente no país.

Enviada especial do Acnur, Angelina Jolie, visitou recentemente um acampamento de refugiados sírios. Foto: Acnur/A. McConnell

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

A guerra na Síria completa 4 anos este mês e a ONU faz um apelo à comunidade internacional para que ajude a tirar os sírios do que chamou de "pesadelo de sofrimento".

De acordo com as Nações Unidas, mais de 200 mil pessoas morreram desde o início da crise, em março de 2011. Mais de 12 milhões de pessoas precisam de ajuda humanitária e mais de 11 milhões foram obrigados a fugir de suas casas por causa da violência.

"Situação Desesperadora"

O Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, afirmou que 14 milhões de crianças estão sofrendo com os conflitos na Síria e no Iraque.

O Unicef alerta que 5,6 milhões de menores vivem numa situação "desesperadora" na Síria. Aproximadamente 2 milhões desse total estão em áreas sem acesso, onde a ajuda humanitária não chega por causa dos combates e de outros fatores.

Além disso, a agência da ONU diz que 2,6 milhões de crianças sírias continuam fora das escolas.

O diretor-geral do Unicef, Anthony Lake, afirmou que "no momento em que a crise entra no seu 5º ano, a geração atual de jovens ainda corre o risco de ser considerada perdida por causa do ciclo de violência".

Segundo o Fundo da ONU para a Infância, o problema é generalizado com quase 2 milhões de crianças refugiadas vivendo no Líbano, na Turquia e na Jordânia, além de outros países. Só no Iraque, quase 3 milhões de crianças estão deslocadas e muitas presas em regiões controladas por grupos armados.

Lake disse ainda que "para as crianças, a crise é a única realidade que elas conhecem e para os adolescentes, a violência e o sofrimento não só marcaram o passado mas também estão formando o futuro".

Refugiados

O Alto Comissariado da ONU para Refugiados, Acnur, disse que sem uma solução política para a crise, boa parte dos 3,9 milhões de refugiados sírios na Turquia, no Líbano, na Jordânia, no Iraque e no Egito não tem nenhuma perspectiva de voltar à sua casa num futuro próximo.

Além disso, eles têm poucas oportunidades para recomeçar suas vidas no exílio já que muitos vivem em locais inseguros e em situação de pobreza.

O alto comissário da ONU para refugiados, António Guterres, afirmou que "após anos no exílio, muitas pessoas perderam toda sua poupança". Segundo ele, famílias de classe média com crianças estão sobrevivendo nas ruas.

Guterres disse que os refugiados são vistos como "responsáveis por inúmeros problemas que vão desde terrorismo à economia e são tidos como uma ameaça às comunidades que os recebem".

O chefe do Acnur declarou que a agência recebeu apenas metade dos fundos necessários para cobrir as operações de ajuda humanitária. Ele espera que mais doações sejam feitas na próxima conferência marcada para 31 deste mês, no Kuweit.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 11 DE DEZEMBRO DE 2017
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