ONU inicia celebrações para marcar Dia Internacional da Mulher

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Apesar dos avanços, foco deste ano está na igualdade de gêneros, indo desde representação política até diferenças de salários; secretário-geral afirmou que muitos países adotaram leis de proteção neste sentido mas muito mais precisa ser feito.

Ban Ki-moon em pronunciamento nesta sexta-feira, 6 de março. Foto: ONU/Evan Schneider

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

A ONU deu início às celebrações para marcar o Dia Internacional da Mulher, neste domingo, 8 de março, que tem como foco a igualdade de gêneros.

Em pronunciamento aos Estados-membros da Assembleia Geral, o secretário-geral, Ban Ki-moon, afirmou que muitos países já adotaram políticas de proteção para avançar neste sentido.

Participação

Ban afirmou que a participação da mulher na vida política está aumentando e que muitos governos criaram leis para combater a discriminação e a violência contra mulheres e meninas.

O chefe da ONU citou ainda que a mortalidade materna diminuiu quase pela metade comparada aos níveis dos anos 90. Ele disse que houve redução também em relação à frequência na educação primária; mais meninas estão matriculadas nas escolas e mais mulheres fazem parte da força de trabalho.

Ban disse que "esses ganhos têm sido lentos e desproporcionais".

O secretário-geral afirmou que o mundo deve fazer mais para acelerar o progresso em todas as partes.

Ele apelou aos países que "empoderem as mulheres". Segundo Ban, "as atitudes dos homens em todas as regiões ainda estão direcionadas contra as mulheres".

Casamento Forçado

O chefe da ONU afirmou que o estupro continua sendo uma arma de guerra e que todos estão vendo vários exemplos de extremismo violento para reprimir e abusar das mulheres.

Ban declarou que "o casamento forçado é uma violação aos direitos das meninas, deixando-as prisioneiras da ignorância e da falta de saúde, além de expô-las à violência".

O secretário-geral afirmou que neste ano os líderes têm a oportunidade de pôr um fim a todas as coisas erradas e cumprir com as promessas da Plataforma de Ação de Pequim, que pregam a igualdade de gênero e o empoderamento das mulheres.

Ban disse que todos devem trabalhar juntos para garantir um futuro sustentável e seguro, onde mulheres e meninas, homens e meninos tenham o mesmo poder e compartilhem a prosperidade.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 15 DE DEZEMBRO DE 2017
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