ONU foi abordada pela Ucrânia sobre possível envio de missão de paz

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Chefe dos Assuntos Políticos disse que após conversa entre chefe da diplomacia do país e o secretário-geral da organização ainda não foi recebido qualquer pedido formal; Jeffrey Feltman considera a situação aparentemente calma.

Jeffrey Feltman Foto: ONU/Mark Garten

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O subsecretário-geral das Nações Unidas para os Assuntos Políticos, Jeffrey Feltman, disse esta sexta-feira que a organização foi contactada pelas autoridades ucranianas para um possível envio de uma missão de paz ao país.

Falando no Conselho de Segurança, Jeffrey Feltman contou que o Ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Pavlo Klimkin, colocou a questão numa conversa com o secretário-geral, o subsecretário-geral para Operações de Paz Hervé Ladsous e ele próprio.

Pedido Formal

No diálogo, os funcionários da ONU informaram que a decisão cabia aos membros do Conselho e que o secretariado se guiaria por ela. Feltman explicou que até o momento, nenhum pedido formal foi recebido da Ucrânia.

A hipótese de solicitação de uma missão de paz pela Ucrânia foi mencionada pelo seu presidente Petro Poroshenko, a 17 de fevereiro, quando ocorriam combates na cidade de Debaltseve. Feltam disse que os confrontos “atingiram o seu clímax, com centenas se não milhares de civis inocentes apanhados no fogo cruzado”.

Solução Urgente

Na data, o Conselho aprovou por unanimidade uma resolução sobre o processo de paz no leste da Ucrânia com um quadro internacional vinculativo para envolver ainda mais as partes para buscar uma solução urgente e duradoura para o conflito.

Na reunião, o director do Escritório de Assistência Humanitária da ONU, John Ging, disse que o país tem mais de 1,1 milhões deslocados internos. Destes, 100 mil fugiram das suas casas somente no mês passado. Mais de 2 milhões vivem em áreas afectadas pelo conflito e outras 670 mil estão nos países vizinhos.

Medidas

Feltman disse que a situação está aparentemente calma desde 18 de fevereiro.  Ele considerou crucial a assinatura do acordo apoiado pelo Grupo Trilateral de Contacto sobre a Ucrânia que, envolveu representantes rebeldes no “pacote de medidas para a aplicação dos Acordos de Minsk” a 12 de fevereiro.

O responsável saudou o papel da Alemanha, da França, da Ucrânia e da Rússia no processo.

Equipamento

No seu informe, Feltman disse que o cessar-fogo continua frágil ainda, apesar de não ter sido firmemente imposto em toda a região. Ele citou relatos frequentes de violações esporádicas incluindo no sul, perto de Mariupol e do aeroporto de Donetsk.

Feltman  confirmou que uma missão de vigilância especial da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa, Osce,  acompanhou a retirada de algum equipamento militar pesado a partir da linha de contacto.

Mas revelou que devido à falta de acesso e da liberdade de movimento dos seus monitores, a missão continua “incapaz de verificar a verdadeira extensão desse processo”.

Falta também informação de base sobre o “estoque das partes, as rotas para a retirada e sobre os locais de armazenamento das armas conforme está previsto nos compromissos de Minsk”. O pacto prevê o acesso pleno e livre da Osce às áreas e o início da “retirada de armamento pesado com urgência, de forma transparente e abrangente”.

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