ONU e Haiti fazem apelo de US 401 milhões para reduzir vulnerabilidade

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Objetivo é mobilizar recursos para suavizar o processo de transição do país; dinheiro vai ajudar também a garantir a continuidade da assistência para as pessoas e as comunidades mais necessitadas.

Tropas da Minustah em Porto Príncipe. Foto: Rádio ONU

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

A ONU e o Haiti lançaram, nesta sexta-feira, um apelo de US$ 401 milhões, o equivalente a R$ 1,2 bilhão, para reduzir a extrema vulnerabilidade da população e para criar resiliência no país do Caribe.

O Apelo Transicional, ou TAP pela sigla em inglês, tem como objetivo mobilizar recursos para suavizar o processo de transição e garantir a continuidade da assistência para as pessoas e as comunidades mais necessitadas.

Operações

O dinheiro servirá para cobrir as operações durante 2015 e 2016.

Em entrevista à Rádio ONU, em Porto Príncipe, o coordenador humanitário da ONU no Haiti , Peter de Clercq, disse que o apelo é um processo contínuo.

Ele explicou que "a meta agora é que a comunidade internacional deixe de fornecer ajuda humanitária para auxiliar na resiliência da população, prestando o apoio necessário para preparar os haitianos a lidar e a superar os problemas causados por desastres naturais".

Segundo de Clercq, "o TAP é uma plataforma de transição que será revisada e adaptada durante sua implementação. É um processo dinâmico com uma visão para criar as bases para um desenvolvimento sustentável no país pelos próximos dois anos".

Benefícios

A representante especial do secretário-geral para o Haiti, Sandra Honoré, espera que os benefícios do TAP sejam dirigidos aos que mais precisam sem esquecer da necessária criação de capacidade das instituições públicas.

Um forte terremoto atingiu o Haiti em 12 de janeiro de 2010. Aproximadamente 200 mil pessoas morreram e a maior parte da infraestrutura do país ficou danificada.

Mais de cinco anos se passaram e segundo dados da ONU, 3 milhões de haitianos continuam sem saber de onde virá a próxima refeição.

O apelo feito agora tem como meta lidar com as lições aprendidas com as operações humanitárias depois do terremoto e colocá-las de acordo com as prioridades do Haiti.

O TAP vai buscar suprir as necessidades urgentes, como o deslocamento interno, a epidemia do cólera, insegurança alimentar, má nutrição, perigos e desastres naturais.

Devido a sua localização geográfica, o Haiti é muito vulnerável a desastres naturais como furacões, alagamentos, deslizamentos de terra e secas.

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