ONU cita “progressos notáveis” nos preparativos para as eleições na Nigéria

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Chefe dos Assuntos Políticos elogia cartões de eleitor permanentes e a dispositivos de leitura; na visita ao país, Jeffrey Feltman advertiu sobre a responsabilização de autores de violência.

Jeffrey Feltman. Foto: ONU/Mark Garten

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

No fim da sua visita à Nigéria, o subsecretário-geral das ONU para Assuntos Políticos destacou o que considera de “progressos notáveis” nos preparativos para as eleições gerais de 28 de março.

As declarações foram feitas na capital Abuja, onde Jeffrey Feltman elogiou os esforços da Comissão Nacional Eleitoral Independente. Ele destacou a distribuição de cartões de eleitor permanentes e a análise de leitores desses documentos, mas apontou para desafios de agenda e de logística.

Eleições

Para Feltman, a série de esforços deve ajudar a construir a confiança dos eleitores nigerianos em relação ao sistema e abrir caminho para a realização de “eleições credíveis e inclusivas”.

Durante a visita, concluída esta quarta-feira, Feltman foi acompanhado pelo representante especial do secretário-geral para a Nigéria, Mohamed Ibn Chambas.

Aos políticos e aos funcionários dos órgãos eleitorais, a recomendação de Feltman é que continuem o “trabalho conjunto para a criação de um ambiente que conduza a eleições credíveis e livres de violência”.

Deslocados

A outra recomendação do responsável é seja garantido que os nigerianos elegíveis exerçam livremente o seu direito constitucional de votar, incluindo os deslocados pela violência no nordeste.

O presidente Goodluck Jonathan e o candidato presidencial do Partido Progressista Todos, APC, major-general Muhammadu Buhari foram elogiados pelo compromisso com o chamado Acordo de Abuja. O pacto prevê a prevenção da violência eleitoral.

Violência

Feltman realçou o “papel importante” desempenhado pela Nigéria na região e no mundo ao frisar que a comunidade internacional está a acompanhar as eleições e que “os autores da violência serão responsabilizados.”

Quanto ao conflito entre o exército e as milícias Boko Haram, Feltman disse ter reiterado a posição do secretário-geral de que “nenhuma razão ou queixa pode justificar os contínuos ataques indiscriminados e brutais contra civis”.

Direitos Humanos

Sobre as medidas de segurança, considerou-as essenciais mas disse que a abordagem militar para bastaria para combater os insurgentes do Boko Haram.

Para ele, um combate eficaz e permanente deve ser baseado numa abordagem multidimensional que inclua as preocupações com direitos humanos e promova a boa governação e o desenvolvimento económico e social.

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