ONU afirma que 2014 foi marcado por calor extremo e enchentes

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Relatório da Organização Mundial de Meteorologia cita aquecimento recorde dos oceanos, altas temperaturas e alagamentos; Brasil registrou seca no sul, sudeste e na região central além de alagamentos também no sul e no sudeste.

Foto: ONU/Tobin Jones

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

A ONU alertou que o clima global em 2014 foi marcado pelo extremo calor e por enchentes.

O relatório lançado nesta segunda-feira pela Organização Mundial de Meteorologia, OMM, afirma que o aquecimento recorde dos oceanos, as altas temperaturas e os alagamentos foram características que definiram o clima no ano passado.

Brasil

A agência afirmou que 2014 foi o ano mais quente na história e segue a tendência de aquecimento das últimas duas décadas. Segundo a OMM, dos 15 anos mais quentes já registrados, 14 estão no século 21.

Segundo o relatório, as regiões sul, sudeste e central do Brasil sofreram com uma seca mais forte do que a média no ano passado. O mesmo aconteceu no sudoeste dos Estados Unidos, no nordeste da China e em alguns países da América Central.

Já as enchentes afetaram principalmente o sul do Brasil, por causa da cheia do Rio Paraná, que também causou alagamentos na Argentina e no Paraguai.

A agência da ONU explica que a variação do clima cria situações extremas todos os anos, mas a alta incidência de enchentes no mundo inteiro é consistente com um ciclo hidrológico acelerado causado pelos gases que causam o efeito estufa, quer dizer, o aquecimento da Terra.

Camada Polar

As enchentes também ocorreram em alto grau nos Bálcãs, em Bangladesh, no Paquistão e na Índia. Na África, os países mais atingidos foram Moçambique África do Sul, Quênia, Etiópia e Tanzânia.

Os especialistas da OMM disseram que a camada polar representa uma parte importante do sistema climático. Ela controla a troca de calor e umidade entre a atmosfera e os mares polares.

De acordo com o Centro de Dados dos Estados Unidos, a extensão da camada de gelo no Ártico registrada em setembro do ano passado chegou a 5,02 milhões de km2, o sexto menor índice da história. Já na região da Antártida, a extensão das geleiras continuou alta em 2014.

O relatório diz ainda que no ano passado foram registrados 78 ciclones tropicais, bem menos do que os 94 ocorridos em 2013 e também menor do que a média de 89 tempestades vistas entre 1981 e 2010.

Planos de Ação

O Dia Mundial da Meteorologia, comemorado esta segunda-feira 23 de março, tem como tema "Clima: conhecer para agir mais".

Ele acontece no momento em que a OMM aumenta os esforços para melhorar os produtos e serviços gerados pelo clima para que as autoridades tomem decisões e ações para combater os problemas.

Segundo a agência, esses produtos e serviços podem ajudar os governos na preparação de políticas de desenvolvimento e planos de ação para fortalecer a resiliência urbana em face a um desastre natural ou para cultivar uma economia verde.

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Entrevista: Divino Moura

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 15 DE DEZEMBRO DE 2017
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