ONU adverte para novas medidas contra partes do conflito no Iémen

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Conselho de Segurança realizou um encontro de emergência sobre o país neste domingo; enviado da ONU alerta para possível guerra prolongada caso seja mantida situação atual.

Jamal Benomar alertou para uma possível guerra. Foto: ONU.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O Conselho de Segurança das Nações Unidas condenou, este domingo, a tomada de uma parte do Iémen e das suas instituições nacionais pela milícia xiita Houthi.

Em declaração presidencial, emitida após uma sessão de emergência, o órgão alertou para “novas medidas” caso as hostilidades não terminem como está previsto nas resoluções sobre o país. Os 15 Estados-membros também declararam reconhecer a legitimidade do presidente iemenita Abd-Rabbu Mansour Hadi.

Tomada de Sanaa

Desde 2014, ocorrem confrontos no país que culminaram com a tomada da capital Sanaa pelas milícias Houthi.

O conselheiro especial do secretário-geral discursou na sessão via videoconferência. Do Qatar, Jamal Benomar alertou para uma possível guerra prolongada se for mantida a situação atual.

Ele disse que trabalha com as partes em confronto "sob condições de segurança precárias" para resolver o impasse, evitar uma guerra civil e restaurar a transição política.

O representante confirmou que o presidente Hadi estava na cidade portuária de Aden, para onde Benomar se deslocou como parte dos contactos que envolvem 12 partes, incluindo os Houthi. Lá estão baseadas as operações do presidente, após ter estado em prisão domiciliária em Sanaa.

Ataques

Benomar contou ainda que neste domingo, os Houthis tomaram o aeroporto e várias partes da cidade central de Taiz, um dia depois da morte de cerca de 140 pessoas atentados suicidas contra duas mesquitas em Sanaa. Os locais de culto seriam usados pelos Houthis.

Os ataques foram reivindicados pelo Estado Islâmico do Iraque e do Levante, Isil.

O comunicado do Conselho “condena as ações unilaterais em curso levadas a cabo pelos Houthis", as quais considera que minam o processo de transição política além de "pôr em risco a segurança, a estabilidade, a soberania e a unidade do país”.

Sanções

O Conselho instou às partes do confronto que não são do Estado a "retirar-se das instituições governamentais, incluindo no sul do Iémen". O outro pedido é que estas "se abstenham de qualquer tentativa de assumir o controlo dessas instituições.

A declaração adverte para novas medidas a serem tomadas pelo órgão contra qualquer das partes do conflito no Iémen. Em novembro, o Conselho impôs sanções ao ex-presidente iemenita, Ali Abdullah Saleh, e a dois líderes Houthis.

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