ONG quer partilha de dados sobre violência à mulher para combater crime

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Na ONU, brasileira fala de lusófonos sobre necessidade de partilhar informações sobre países; em conversa com a Rádio ONU, Nathalia Myrraha, disse mudança não pode ser alcançada sem populações bem informadas.

Combate à violência. Foto: ONU/Martine Perret

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

As populações devem ter um maior acesso às estatísticas sobre a mulher para que haja uma real diferença em temas como a violência ao grupo.

As declarações são da representante do projeto Womens Stats, uma iniciativa norte-americana que publica leis, estatísticas e práticas dos países. A especialista Nathalia Myrraha disse que contatou  Angola e o Brasil para promover uma maior partilha de informações na sede da ONU.

Lusófonos

A brasileira que integra o projeto, falou dos contactos que manteve com governantes lusófonos para ultrapassar a questão da falta de dados.

“Muitas vezes a gente olha e fala: o Brasil é um país em desenvolvimento e Angola também. Mas vemos que, mesmo nos Estados Unidos, há mudanças por ocorrer. Enquanto a população não ficar bem informada e não tentar fazer diferença quanto a temas como violência doméstica, assuntos muito pessoais e do lar, sem se informares sobre o problema a gente não vai alcançar a real mudança.”

Angola e Brasil

As governantes abordadas incluem a ministra da Família e Promoção da Mulher de Angola e a governante do Brasil.

“Estava conversando com a ministra do Brasil e a gente estava falando da saúde da mulher e a diferença de tratamento na saúde da mulher brasileira. Abordamos como é difícil, muitas vezes, que a mulher tenha o tratamento que ela precisa quando ela está grávida e  nas escolas, o tratamento diferente que ela deveria receber. A gente cobre assuntos em saúde e educação. Na minha experiência no Brasil, uma coisa que vi muito é a diferença da participação da mulher na parte educacional.”

A agência disse ter informação que serviu de base para entidades como as Nações Unidas.

A recolha de dados inclui não somente leis mas as práticas dos países para melhorar a situação da desigualdade, da segurança física, dos direitos legais, dos costumes, e do atendimento médico e educação. Mais de 175 países são abrangidos pela iniciativa.

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