OMS quer redução do consumo de "açúcar livre" para menos de 10%

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Agência da ONU afirmou que se consumo cair para menos de 5%, aproximadamente 25 gramas por dia, população terá benefícios; açúcar livre são monossacarídeos, como glicose e frutose, e dissacarídeos, como sacarose ou açúcar granulado.

Foto: OMS/Christopher Black

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

Um novo guia da Organização Mundial da Saúde, OMS, divulgado esta quarta-feira pede a redução do consumo de "açúcar livre" entre crianças e adultos para menos de 10%.

O documento diz que se a queda for para menos de 5%, aproximadamente 25 gramas ou 6 colheres de chá por dia, a população terá benefícios de saúde.

Provas Concretas

Segundo a OMS, "há provas concretas de que o consumo de açúcar livre abaixo de 10% de todo o consumo de diário de energia reduz o risco de sobrepeso, de obesidade e também de adquirir cáries.

De Copenhague, na Dinamarca, o gestor de nutrição e obesidade da OMS, João Breda, falou à Rádio ONU sobre o perigo do consumo em excesso.

"São açúcares muito simples pelo que são absorvidos rapidamente pelo nosso organismo. São utilizados de forma muito rápida. E, quando em excesso, podem contribuir para doenças como obesidade e diabetes. Embora possam ser utilizados no contexto de uma alimentação saudável, o seu consumo deve ser limitado porque há evidência científica que os associam, sobretudo, com a obesidade e com a diabetes."

Os médicos explicam que o "açúcar livre" é aquele contido, por exemplo, em bolos, massas, refrigerantes e doces. Ele é monossacarídeo, como a glicose e a frutose, ou dissacarídeo, como a sacarose ou o açúcar granulado.

O açúcar livre é adicionado à comida ou bebida pelos fabricantes, cozinheiros ou consumidores e também estão naturalmente presentes no mel, caldas e sucos de fruta.

O guia não se refere ao açúcar contido em frutas frescas e vegetais e nem no açúcar presente naturalmente no leite. Os especialistas disseram que não há nenhuma prova sobre efeitos adversos nesses casos.

Escondido

A OMS diz que a maior parte do açúcar consumido atualmente está "escondido" em alimentos processados que, geralmente, não são considerados doces.

A organização cita como exemplo uma colher de chá de ketchup, que contém 4 gramas de açúcar livre. Além disso, uma única latinha de refrigerante tem até 40 gramas.

O estudo da OMS afirma que no mundo, o consumo da substância varia de acordo com a idade, região e país.

O consumo médio global de açúcar livre passou de 58 gramas por pessoa em 2003 para 63 gramas em 2013. Mas a OMS alerta que a América do Sul registra o mais alto consumo médio diário, com 131 gramas por pessoa.

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