OMS e PMA unem forças para chegar a zero caso de ebola

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Parceria das duas agências da ONU está sendo feita nos três países mais afetados pela doença; acordo combina força logística do PMA com especialização em saúde pública da OMS.

Profissionais de saúde em Freetown, Serra Leoa. Foto: OMS/D. Licona

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova York.*

A Organização Mundial da Saúde, OMS, e o Programa Mundial de Alimentos, PMS, juntaram forças em nova parceria nos três países mais afetados pelo ebola: Guiné, Libéria e Serra Leoa.

Segundo as duas agências da ONU, o acordo combina a força logística do PMA e a especialização em saúde pública da OMS. O objetivo é ajudar para que o atual surto da doença na África Ocidental chegue a zero caso.

Futuro

A plataforma também cria uma infraestrutura de alerta e resposta para crises futuras. Segundo a diretora-geral da OMS, Margaret Chan, a parceria "aumenta a habilidade das duas agências para alcançar, monitorar e responder às necessidades de todas as pessoas atingidas pelo ebola".

Ela afirmou ainda que a associação é também uma "oportunidade de aprendizado para o futuro", informando a capacidade dos órgãos de "lançar operações conjuntas durante emergências de larga escala".

Para a diretora-executiva do PMA, Ertharin Cousin, "nos últimos sete meses, parcerias têm sido cruciais no combate a este surto arrasador". Ela disse ainda que o apoio logístico da agência à OMS e à comunidade humanitária de forma mais ampla, permitiu que as pessoas afetadas recebessem a ajuda urgente e o apoio que precisam".

Cousin declarou que o progresso está sendo feito, mas que, no entanto, é "preciso permanecer vigilante".

Investigadores

As duas agências da ONU concordaram em combinar suas especialidades em mais de 60 distritos nos três países mais afetados pelo ebola.

Atualmente, há mais funcionários da OMS trabalhando com ebola no nível comunitário na África Ocidental do que em qualquer outro ponto da epidemia. Mais de 700 especialistas foram enviados aos países afetados.

Nos locais onde há transmissão em curso da doença, o PMA está garantindo que os "investigadores" da OMS tenham os recursos que precisam para compartilhar informação crucial para rastrear e parar o vírus. Entre eles, as agências citam computadores, telefones e acesso à internet.

O PMA também está administrando a frota de veículos que leva especialistas da OMS para locais isolados, onde eles continuam trabalhando com as comunidades para achar e seguir contatos de pacientes de ebola até que todos os casos sejam resolvidos.

*Apresentação: Edgard Júnior.

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