No Iraque, secretário-geral reforça apelo em prol da proteção de civis

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Ban Ki-moon preocupado com alegações de assassinatos realizados pelo Daesh e por milícias pró-governo; chefe da ONU pede às autoridades nacionais que controlem grupos armados e investiguem violações aos direitos humanos.

Ban Ki-moon discursa ao lado do primeiro-ministro iraquiano, Haider Al-Abadi, na sua visita ao país. Foto: ONU Iraque

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York. 

O secretário-geral das Nações Unidas está na capital iraquiana, Bagdá, onde encontrou-se esta segunda-feira com o presidente do país Fuad Masum e com o primeiro-ministro Haider al-Abadi.

Numa entrevista a jornalistas, Ban Ki-moon destacou que a visita ao Iraque quer  reforçar o apoio da ONU para a paz, o desenvolvimento e os direitos humanos.

Ameaças

Ban contou que continua "extremamente preocupado com a crise de segurança no Iraque e o impacto sobre os civis". Durante as reuniões com os líderes iraquianos, o secretário-geral reviu os progressos das operações militares para libertar áreas que estão sob o controle do Daesh, acrônimo em árabe para o Estado Islâmico do Iraque e do Levante, Isil.

Ban Ki-moon declarou ter a esperança de que "o resto da região ficará, em breve, livre das atuais ameaças do Daesh". Ele lembrou que os civis estão sofrendo com níveis excessivos de mortes, resultado da onda de violência, que inclui violência sexual e de gênero.

Emergência

Segundo o secretário-geral, mais de 2,5 milhões de pessoas estão deslocadas e ele lembrou que minorias, mulheres e crianças são as mais afetadas. Ban destacou que recursos adicionais são necessários com urgência para salvar vidas e pediu ao governo e à comunidade internacional para aumentar o apoio e aliviar o sofrimento dos civis.

O chefe da ONU apelou ao governo do Iraque para fazer todo o possível para garantir a proteção dos civis e afirmou estar preocupado com "alegações de assassinatos, raptos e destruição de propriedades causadas por forças e milícias que lutam ao lado das forças armadas iraquianas".

Controle

Ban Ki-moon declarou que "os civis livres da brutalidade do Daesh não devem passar a ter medo dos seus libertadores", porque "uma forma de violência não pode substituir outra".

Ele encorajou o governo do Iraque a fazer todo o possível para restaurar a lei e a governança de áreas libertadas do controle do Daesh e para controlar os combatentes que lutam em apoio ao governo.

Estabilização

Ban lembrou que alegadas violações ou abusos de direitos humanos precisam ser investigados e os responsáveis devem ser levados a julgamento. O secretário-geral pediu ao Iraque e à comunidade internacional para criarem as condições que levem à estabilização e à reconstrução do país.

Ban Ki-moon também voltou a condenar fortemente a destruição de locais arqueológicos em Hatra e Nimrud e pediu união para a proteção do patrimônio cultural.

Do Iraque, Ban segue para o Kuwait, onde participa na terça-feira na conferência (http://www.unocha.org/syria/third-pledging-conference) para arrecadar dinheiro para a ajuda humanitária aos sírios. O secretário-geral agradeceu o governo e a população do Iraque por ter recebido tantos civis que fugiram do conflito na Síria.

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