Nações Unidas querem igualdade de gênero também nos esportes

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Debate durante a Comissão sobre o Estatuto da Mulher focou no poder dos esportes para o fim da discriminação contra meninas e promoção da saúde da mulher; secretária de Estado do Brasil destaca importância de quebrar barreiras.

Garota somali durante treino de basquete. Foto: ONU/Tobin Jones

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York. 

Continua ao longo desta semana a 59ª sessão da Comissão sobre o Estatuto da Mulher, reunindo na sede da ONU, em Nova York, representantes de governos e da sociedade civil.

Nesta segunda-feira, a ONU Mulheres e o Comitê Olímpico Internacional promoveram um painel sobre o papel dos esportes para a autonomia feminina. Segundo a agência, desde a primeira vez em que as mulheres passaram a competir nos Jogos Olímpicos, em 1900, as atletas têm sido um exemplo para jovens e meninas ao redor do mundo ao desafiar estereótipos.

Promoção das Mulheres

O Rio de Janeiro sediará as próximas Olimpíadas, em 2016, e o debate contou com a presença do embaixador do Brasil na ONU. Antonio Patriota falou sobre a participação feminina na delegação dos Jogos Olímpicos de Londres, quando 47% dos atletas eram mulheres. 

Segundo Patriota, o governo brasileiro ofereceu treinamento para 40 mil professores do Ensino Médio sobre gênero, raça e sexualidade e explicou que o plano nacional foca nas conquistas das mulheres nos esportes.

Escolhas

Também participou do debate em Nova York a secretária de Políticas do Trabalho e Autonomia Econômica das Mulheres do Brasil. Tatau Godinho conversou com a Rádio ONU e falou sobre a importância de acabar com preconceitos, para que as meninas tenham liberdade em escolher qual esporte praticar. 

"No Brasil a gente não tem essa interdição formal. Mas é claro que ainda existe aquele preconceito de que as meninas não devem praticar um tipo ou outro de esporte e isso vai mudando à medida em que se mudam também as cabeças. A escolha (por uma modalidade esportiva) é muitas vezes incentivada pelo o que a sociedade considera masculino ou feminino. Então quebrar essas barreiras é muito importante."

A secretária Tatau Godinho lembrou que por meio da prática esportiva, jovens , meninos e meninas aprendem a trabalhar em equipe, a ter autoestima e a melhorar a saúde.

A Comissão sobre o Estatuto da Mulher avalia avanços sobre igualdade de gênero alcançados nos últimos 20 anos, quando os países assinaram a Declaração de Pequim, documento considerado um marco sobre o tema.

As delegações reunidas na ONU também debatem propostas sobre autonomia das mulheres que devem ser incluídas na agenda pós-2015, o novo conjunto de metas para o desenvolvimento global sustentável.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 13 DE DEZEMBRO DE 2017
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