Na ONU, Angola e Moçambique citam desafios para empoderar mulheres

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Ministra angolana promete aprender a trabalhar com apenas uma parte dos recursos para implementar atividades na área face à austeridade; Moçambique aposta em recolher experiências para impolsionar ensino técnicoprofissional.

Reunião acontece na sala da Assembleia Geral da ONU. Foto: ONU

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

Arrancou esta segunda-feira, em Nova Iorque, a 59ª Sessão da Comissão sobre o Estatuto da Mulher, CSW. A reunião vai destacar o desempenho dos países, 20 anos após a Conferência Mundial sobre Mulheres em Pequim.

Na abertura do evento, a Rádio ONU conversou com a ministra da Família e da Mulher de Angola, Filomena Delgado. A governante falou dos planos de empoderamento feminino perante o período de austeridade devido à redução dos preços do petróleo. O país é um dos principais exportadores do recurso no continente africano.

Expectativas

“O orçamento está a ser revisto, vai ser aprovado ainda este mês. Pensamos que poderemos executar as nossas tarefas, não de mãos muito largas, mas vamos aprender a trabalhar com parte dos recursos com muita responsabilidade para não defraudar as expectativas dos angolanos.”

No evento, a ministra da Mulher e Ação Social de Moçambique, Cidália Manuel Chaúque, citou progressos nas últimas duas décadas, mas apontou a necessidade de buscar experiências para acelerar a formação da mulher.

Moçambique

“Acima de tudo, reduzimos os níveis de mortalidade neonatal e a partir da cobertura de saúde para o nível das mulheres e o acesso da mulher à educação, e nós fazemos uma avaliação positiva deste período. Viemos colher experiências principalmente no que diz respeito ao acesso à educação técnicoprofissional e no que se refere ao empoderamento da mulher.”

Mulher no Centro

Na abertura da reunião, o secretário-geral Ban Ki-moon pediu trabalho conjunto dos países para alcançar o potencial com vista a um mundo em que no futuro ninguém seja deixado para traz. Para ele, a  mulher deve estar no centro e na frente de todo o espetro da vida, do desenvolvimento e da agenda de paz.

Ban anunciou que cinco países do mundo não têm representantes do sexo feminino nos parlamentos, e outros oito estão sem mulheres no governo.

O chefe da ONU disse que não iria mencionar os nomes desses países mas lançou um apelo urgente aos seus líderes para que mudem a situação que chamou inaceitável.

Leis Costumeiras

Também no encontro, o presidente da Assembleia Geral, Sam Kutesa, disse que, apesar de progressos, há que registar ganhos na educação primária e secundária, na participação em mercados e na liderança, exceto nos oito países citados por Ban Ki-moon.

Os desafios incluem a violência persistente contra mulheres e raparigas, os altos níveis de mortalidade materna em algumas regiões e as práticas e leis costumeiras. Outros obstáculos são a distribuição desigual de recursos baseada no género e o acesso feminino à esfera política, além da falta de acesso ao crédito.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 15 DE DEZEMBRO DE 2017
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