Na Itália, Ban revela-se apreensivo com aumento de ações do Isil na Líbia

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Secretário-geral disse estar “muito preocupado” com a crescente presença do grupo extremista no país africano; chefe da ONU anunciou que vai apresentar  plano de ação global contra o extremismo violento e o terrorismo em abril.

Ban Ki-moon. Foto: ONU/Eskinder Debebe

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O secretário-geral das Nações Unidas destacou a crise Líbia na visita à Itália iniciada esta quarta-feira.

Ban Ki-moon disse que o papel italiano é essencial para o fim da crise no país africano, onde o seu representante especial trabalha para promover o diálogo entre as partes do conflito.

Presença do Isil

Em Roma, o chefe da ONU também mencionou a importância da comunidade internacional no processo, após declarar-se “muito preocupado” com a crescente presença do Estado Islâmico do Iraque e do Levante, Isil, ou Daesh, na Líbia.

O secretário-geral encontrou-se com o ministro dos Negócios Estrangeiros, Paolo Gentiloni e com o primeiro-ministro, Matteo Renzi, antes de se reunir com o presidente Sergio Mattarela.

No encontro com o chefe da diplomacia italiana, Ban disse que um novo conflito só pode piorar a situação líbia e dar espaço a grupos extremistas. A Itália foi elogiada pelos esforços no combate ao extremismo violento.

Ação Global

A crise síria também foi tema do encontro com Gentiloni. Falando a jornalistas, o responsável anunciou que vai apresentar aos países-membros da Assembleia Geral um plano de ação global contra o extremismo violento e o terrorismo em abril.

Respondendo a uma questão sobre o Isil, o chefe da ONU disse que condena veementemente a brutalidade do grupo e destacou que este deve ser responsabilizado pela humanidade devido aos seus atos.

Líderes governamentais e religiosos do mundo devem participar no encontro de alto nível, que vai debater o extremismo violento, o terrorismo e abordar as suas causas profundas e a tolerância.

Rivalidade

Ban disse que divisões e rivalidades a nível global, regional e nacional têm restringido a ajuda ao povo sírio. À comunidade internacional e ao Conselho de Segurança, ele pediu união para o fim da “barbaridade”.

Sobre a migração, também debatida em Roma, o chefe da ONU disse estar horrorizado com a ação “inescrupulosa” dos traficantes sobre migrantes vulneráveis, candidatos e asilo e refugiados. Ban disse que estes sofrem abusos e são abandonados, para muitas, vezes morrer no mar.

Após pedir mais ação da União Europeia e de outros países para o resgate das vítimas, o secretário-geral disse haver uma necessidade urgente de abordar as causas profundas desse fenómeno.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 15 DE DEZEMBRO DE 2017
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