Moçambique quer fontes inovadoras para buscar fundos de resposta ao HIV

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Em entrevista à Rádio ONU, vice-chefe do Conselho Nacional de Combate ao HIV/Sida no país disse que começa a ser discutida a capacidade para integrar mais pessoas no tratamento.

Diogo Milagre. Foto: Arquivo pessoal.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

A necessidade de encontrar alternativas locais para tratar e prevenir o HIV/Sida é uma das lições da crise económica, segundo o secretário executivo adjunto do Conselho Nacional de Combate à epidemia em Moçambique Diogo Milagre.

Uma das responsabilidades principais da instituição moçambicana é procurar recursos, como parte da coordenação dos vários setores que lutam contra a epidemia. O país tem uma taxa de prevalência do HIV de cerca de 11,5%.

Mecanismos

O responsável falou à Rádio ONU, em Nova Iorque, onde participa na 59ª Sessão da Comissão para o Estatuto da Mulher, CSW.

“Temos que começar a encontrar mecanismos mais inovadores de mobilização de recursos. Eu começo a pensar que os países terão que ir às fontes domésticas.”

Financiamentos Externos

Em Moçambique, as mulheres são o grupo mais afetado pela epidemia, daí a atenção que dada a elas nos programas da instituição. As iniciativas também envolvem financiamentos externos, que o responsável explicou porque tendem a baixar.

“Há uma fadiga de um investimento que demora a trazer os retornos que são esperados. Os países começam a pensar que isto é um problema nacional que precisa de ser lidado de forma mais agressiva internamente. O impacto disto é que a nossa capacidade para arrolar mais pessoas ao tratamento começa a ser questionável.”

Como exemplo de sucesso na busca de fundos a nível local, Milagre citou o vizinho Zimbábue pelo imposto Aids Levy, que ajudou o país a baixar a seroprevalência de 27% em 1997 para 10% em 2010.

A tarifa sobre o rendimento contribuiu com cerca de US$ 26 milhões em 2011 para aumentar os recursos para o programa zimbabueano de combate ao HIV/Sida.

Leia mais:

Discurso: Moçambique na 59ª Sessão da Comissão sobre o Estatuto da Mulher

Na ONU, Angola e Moçambique citam desafios para empoderar mulheres

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 14 DE DEZEMBRO DE 2017
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