Moçambique entre países que preocupam devido ao comércio ilegal de marfim

Ouvir /

Em Angola, o número de elefantes cresce e ocorrem episódios de tensão; Cites revela que taxas de caça ilegal dos animais continuaram praticamente inalteradas em 2014 em reunião no Botsuana.

Foto: ONU//E. Darroch

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

A Convenção sobre Comércio Internacional das Espécies Ameaçadas da Fauna e da Flora, Cites, realiza a partir desta segunda-feira a Cimeira do Elefante Africano na cidade de Kasane no Botsuana.

No evento, a entidade revelou que não houve um aumento nas tendências globais de caça furtiva em 2014. Após terem registado o seu pico em 2011, os números estão a estabilizar.

Angola e Moçambique

Entre 2002 e 2014 foram encontradas 13.511 carcaças do animal em todo o continente. A África Ocidental lidera a lista com 6.569 seguida da África Austral com 3.878 casos registados no período.

A reserva do Niassa, em Moçambique, continua uma das áreas que está a merecer atenção particular da Cites, como parte das 22 nações mais fortemente implicadas pelo comércio ilegal de marfim.

No documento da Convenção, Angola é mencionada pelo crescimento de elefantes, nomeadamente nas espécies de savana e da floresta, apesar de não haver dados precisos.

O território angolano é um dos que estão em observação por ter reportado incidentes de conflito entre o homem e o paquiderme. Os efeitos vão desde a destruição de campos agrícolas e casas rurais ao aniquilamento do gado.

Tendências

Entretanto, o documento revela que o total de elefantes mortos continua superior ao dos nascimentos. As tendências de caça furtiva continuam muito elevadas, estando num nível que não pode ser sustentado, segundo a Cites.

A nível global, as taxas de caça ilegal de elefantes nos locais monitorizados permaneceu praticamente inalterada no ano passado em relação ao ano anterior.

Marfim

O secretário-geral da Cites disse que as populações de elefantes africanos continuam com a sobrevivência ameaçada pelos altos níveis de caça furtiva para a extração do marfim.

John Scanlon destaca que a situação parece ter-se deteriorado, especialmente nas regiões da África Central e Ocidental.

O responsável falou de alguns sinais encorajadores em partes da África Oriental, onde as tendências globais de caça furtiva têm diminuído. Para ele, trata-se de um exemplo do que é possível fazer com um esforço sustentado e coletivo.

Leia Mais:

África perdeu 22 mil elefantes no ano passado, refere a Cities

Regras de proibição do comércio de marfim podem causar polémica, diz Cities

Compartilhe

JORNAL DA ONU - 5 MIN, 15 DE DEZEMBRO DE 2017
JORNAL DA ONU - 5 MIN, 15 DE DEZEMBRO DE 2017
Loading the player ...

SIGA A RÁDIO ONU NAS REDES SOCIAIS

 

dezembro 2017
S T Q Q S S D
« nov    
 123
45678910
11121314151617
18192021222324
25262728293031