Ministra diz que Portugal tem que aumentar taxas de executivas em empresas

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Secretária de Estado dos Assuntos Parlamentares e da Igualdade, Teresa Morais, disse à Rádio ONU que país tem apenas 9,7% de mulheres em conselhos de administração; para a chefe da pasta, há progressos, mas também há trabalho a ser feito.

Teresa Morais em entrevista à Rádio ONU. Foto: Rádio ONU

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

A secretária de Estado dos Assuntos Parlamentares e da Igualdade de Portugal, Teresa Morais disse que o país tem 9,7% de mulheres nos conselhos de administração das empresas.

Em entrevista à Rádio ONU, em Nova York, onde participou da 59ª sessão da Comissão sobre o Estatuto da Mulher, a secretária disse que este é um indicador "muito baixo."

Resolução

Para resolver o problema, Teresa Morais falou sobre a resolução aprovada pelo Conselho de Ministros para combater a disparidade salarial e a participação das mulheres nas empresas.

"Aquilo que nós tentamos fazer nos últimos anos foi através de sucessivas resoluções do Conselho de Ministros em 2012 e daí para cá, criar mecanismos que levassem à presença de mais mulheres nos conselho de administração. Fizemos para o setor público, em 2012, tornando imperativo uma medida que levou as empresas do setor empresarial do Estado a terem de aprovar planos para a igualdade, e portanto, promover um equilíbrio entre homens e mulheres no conselho de administração".

A secretária portuguesa afirmou que as autoridades ainda não chegaram a um ponto ideal no setor empresarial do Estado, mas a situação é francamente melhor do que no setor privado.

Lei de Cotas

Morais citou ainda a lei de cotas, formalizada recentemente pela Alemanha e outros países para tentar alcançar esse equilíbrio.

"(Os países) tiveram anos a promover outros tipos de ações com vista ao equilíbrio entre homens e mulheres nos conselhos de administração, não viram resultados suficiente e optaram por uma lei de cotas. Ainda não é isso que Portugal está a fazer neste momento. Mas eu não posso descartar essa possibilidade no futuro se evidentemente esta tentativa de resolução do problema através do compromisso com as empresas vier a falhar."

A secretária de Estado portuguesa também fez um balanço da 59ª sessão da Comissão sobre o Estatuto da Mulher, onde discursou.

Declaração Possível

"Eu diria que desta Comissão sai a declaração possível dadas as dificuldades que existem em sempre em entrar a fundo em algumas matérias pelas resistências que determinados grupos acabam por colocar. E portanto, o risco que estas comissões muitas vezes correm é de se ficarem na fixação de mínimos."

Segundo a secretária de Estado de Portugal, "a fixação destes mínimos não faz muito sentido para alguns países porque eles já ultrapassaram esses mínimos há muito tempo."

Teresa Morais disse ainda que os dois principais desafios enfrentados pelo país neste momento em relação às mulheres são a violência e a questão das desigualdades nos mercados de trabalho.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 13 DE DEZEMBRO DE 2017
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