Mais de 12 milhões de refugiados sírios precisam de apoio, segundo a ONU

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Agências destacam que conflito segue para o quinto ano com mais de 200 mil mortos; 212 mil pessoas vivem em áreas isoladas; Nações Unidas anunciam campanha de solidariedade nas redes sociais  #WhatDoesItTake.

Refugiados sírios. Foto: Acnur/I.Prickett

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

Com o conflito sírio a entrar para o seu quinto ano, agências das Nações Unidas alertaram para o agravamento da situação das vítimas.

A organização estima que 12,2 milhões de pessoas precisam de algum tipo de ajuda no país, mais da metade crianças. Cerca de 11 milhões de sírios foram forçados a deixar as suas casas devido ao conflito, que provocou mais de 200 mil mortos.

Abandonados

O Alto Comissariado das ONU para Refugiados, Acnur, disse que há mais sírios sob os seus cuidados do que qualquer outra nacionalidade. A agência conta que famílias partilham quartos lotados com os outros agregados ou abrigam-se em prédios abandonados.

Em locais de difícil acesso dentro da Síria estão cerca de 4,8 milhões de pessoas, incluindo 212 mil residentes de áreas sitiadas. Mais da metade dos hospitais do país foram destruídos.

O Fundo da ONU para a Infância, Unicef, destaca a situação “mais desesperada” de mais de 5,6 milhões de crianças dentro do país. As áreas isoladas têm 2 milhões de menores sem acesso a grande parte da ajuda humanitária devido aos combates ou outros fatores. Cerca de 2,6 milhões de crianças sírias ainda estão fora da escola.

Passado e Futuro

O diretor executivo da agência, Anthony Lake, disse que para as crianças mais novas a crise é tudo o que estas já conheceram. Já os adolescentes que entram para os anos de formação têm a violência e o sofrimento a "marcar o seu passado e a moldar o seu futuro".

Nos vizinhos Líbano, Turquia, Jordânia e outros, são 3,9 milhões de pessoas a viver como refugiadas e quase 2 milhões de crianças sírias. A Turquia recebe a maior parte. O número não inclui as 3,6 milhões de crianças de comunidades vulneráveis em áreas de acolhimento que sofrem com a pressão em áreas como educação e saúde.

Anthony Lake alertou para o perigo de se perder a atual geração para “um ciclo de violência, e que o que sofreram  venha a ser replicado na próxima geração”.

Entre as necessidades, o Unicef destaca o ensino de recuperação, a formação profissional para adolescentes, as oportunidades de aprendizagem para as crianças afetadas e os serviços para crianças vulneráveis com atenção psicossocial.

Solidariedade

Nas redes sociais, o Escritório da ONU para Assistência Humanitária, Ocha, iniciou a campanha #WhatDoesItTake para que países, líderes, agências humanitárias e o público manifestem a sua frustração com o agravamento das condições de vida. A iniciativa também pretende expressar solidariedade aos sírios.

A participação pelo Facebook, Twitter ou Instagram é com a publicação de um retrato pessoal com o sinal da iniciativa, a hashtag #WhatDoesItTake. As imagens entram para uma montagem fotográfica online na página da internet da campanha www.syria-whatdoesittake.org.

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