Grupo armado vai libertar 650 crianças-soldado até terça-feira no Sudão do Sul

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Agência assume o controlo dos menores e quer reintegrá-los nas suas comunidades; mais 3 mil menores continuam nas fileiras da chamada Fação Cobra.

Foto: Unicef/Sebastian Rich

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

Cerca de 400 crianças-soldado sul-sudanesas serão libertadas até esta terça-feira por um grupo armado denominado Fação Cobra.

As informações são do Fundo da ONU para a Infância, Unicef, que anunciou que atua com o governo e com a Comissão de Desmobilização e Reintegração para cuidar de 250 menores libertados neste domingo.

Comunidades

A agência disse que assumiu o controlo dos menores e pretende que estes voltem a ser integrados nas suas comunidades.

Uma menina de nove anos estava entre o grupo libertado na vila remota de Lekuangole, no Estado de Jonglei. Quatro raparigas também estavam na que foi a terceira ação do género após um acordo entre a Fação Cobra e o governo.

O grupo armado informou à agência da ONU que deve ter mais 3 mil crianças-soldado nas suas fileiras. Na cerimónia, os menores trocaram armas e uniformes por trajes civis.

De acordo com a Unicef, o processo deverá continuar com a localização das famílias dos menores e a oferta de apoio psicossocial se houver necessidade.

Fronteiras

Ainda no Sudão do Sul, o Escritório da ONU para os Assuntos Humanitários, Ocha,  disse que comunidades sul-sudanesas atravessam as fronteiras do país para a Etiópia e o Sudão. O êxodo deve-se a tensões e combates que decorrem nos chamados estados do Grande Nilo.

O Ocha fala de mais de 966 mil pessoas que receberam alimentos de várias agências em fevereiro. Mais de metade são pessoas de áreas de conflito. Na semana passada, 91 toneladas de suprimentos foram levadas para os estados de Jonglei, Unidade e Alto Nilo.

Agências de Auxílio

O escritório disse ter recebido US$ 200 milhões dos US$ 529 milhões que foram prometidos pela comunidade internacional para o Sudão do Sul em fevereiro, na capital queniana Nairobi.

O Ocha considera vital que o valor restante seja rapidamente libertado para permitir que agências auxílio aproveitem no máximo a estação seca para as suas atividades, antes das próximas chuvas.

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