Gordon Brown: "Houve mais de 10 mil ataques a escolas nos últimos cinco anos"

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Enviado especial do secretário-geral sobre a Educação Global pediu US$ 163 milhões ao ano para educação em áreas de conflito; cerca de 28 milhões de crianças no mundo estão fora das escolas em áreas de confrontos e emergência.

Gordon Brown nesta quarta-feira na sede da ONU. Foto: ONU/Mark Garten

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova York.*

O enviado especial do secretário-geral sobre a Educação Global, Gordon Brown, afirmou nesta quarta-feira que "ataques terroristas em escolas estão no nível mais alto em quarenta anos" .

Brown disse que "houve mais de 10 mil ataques a escolas nos últimos cinco anos" e que 28 milhões de meninos e meninas estão fora das escolas em áreas de conflito e emergência.

Sequestros

Falando a jornalistas na sede da ONU, em Nova York, o enviado especial  mencionou que faz um mês do sequestro de 89 meninos sul-sudaneses, que estavam em salas de aula.

Segundo ele, os meninos vão ser treinados como crianças-soldado.

Há três meses houve um ataque a uma escola na cidade paquistanesa de Peshawar que deixou 140 crianças mortas, e há quase um ano, o sequestro de mais de 200 meninas de uma escola na Nigéria, pelo grupo Boko Haram.

Brown afirmou ainda que, por causa do conflito na Síria, um milhão de crianças se tornaram refugiadas e mais um milhão estão deslocadas internamente. A maioria não está mais estudando.

Gordon Brown afirmou que é o "momento da comunidade internacional acordar para esta violação dos direitos das crianças".

Iniciativa

O enviado especial pediu aos países que contribuam com mais US$ 163 milhões, o equivalente a cerca de R$ 530 milhões, ao ano para avanços na iniciativa para educação em áreas de conflito.

O ex-primeiro-ministro britânico explicou que cerca de US$ 100 milhões já foram angariados em apoio à Iniciativa Escolas Seguras para as crianças, consideradas "vítimas silenciosas dos conflitos".

Ele anunciou um acordo alcançado entre a iniciativa e o governo libanês para que crianças sírias refugiadas possam ir à escola.

Tecnologia

No Paquistão, a iniciativa lançou um programa de novas tecnologias para tornar mil escolas mais seguras.

Brown disse ainda que graças à parceria com companhias privadas, a tecnologia pode alertar escolas, governos e autoridades locais sobre ameaças . A tecnologia pode dar informações para proteger as escolas ou ainda sobre o risco de ataques terroristas.

Ele afirmou que 2015 deve ser o ano de acabar com a violação dos direitos das crianças e "interromper a crescente tática de sequestrar crianças nas escolas e usá-las como armas de guerra".

*Apresentação: Laura Gelbert.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 11 DE DEZEMBRO DE 2017
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