Em encontro na ONU, Brasil busca fortalecer pesca sustentável no país

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Consultas informais sobre acordo, que completa 20 anos em 2015, começaram segunda-feira na sede da organização; em entrevista à Rádio ONU, ministro da Pesca e Aquicultura do Brasil falou sobre importância do tratado para o país.

Foto: ONU/Martine Perret

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova York.*

O Brasil participou da 11ª rodada de consultas informais dos Estados-parte sobre o acordo de pesca de 1995 sobre espécies altamente migratórias. O encontro sobre o que é conhecido como acordo de Nova York aconteceu até esta terça-feira.

Em entrevista à Rádio ONU, na sede da organização, o ministro da Pesca e Aquicultura do Brasil, Helder Barbalho, falou da importância da reunião que prepara a conferência de revisão do acordo prevista para o ano que vem.

Pesca

"É fundamental este plenário de discussões onde se trata fundamentalmente do planejamento e da gestão pesqueira em todo o mundo, em mares onde se permite que as espécies possam transitar, e particularmente para o nosso país, trabalhar com a gestão pesqueira, trabalhar com a avaliação e análise dos nossos estoques pesqueiros nos permite que possamos efetivamente saber quais espécies e em que quantidades estas espécies estão se relacionando com o oceano Atlântico Sul, onde o Brasil, com 8,5 mil km de costa, tem todo o interesse e compreende que o acordo de Nova York norteia e baliza as ações que devem ser exercidas por cada país."

Espécies

O tratado fala de espécies altamente migratórias, que, segundo o ministro, transitam em territórios de diversas nações.

"O que está sendo discutido aqui nas Nações Unidas é esta pactuação entre os países a respeito destas espécies e o Brasil, sem dúvida alguma, deseja participar, contribuir, colaborar, e claro, obter as informações para que fortaleça a pesca sustentável na costa brasileira".

O ministro falou ainda que o Brasil tem participado "ativamente, através da FAO" de discussões com países africanos e que já há uma parceria efetivada com a Costa do Marfim.

A FAO calcula que, no geral, pesca e aquicultura asseguram os meios de subsistência de 10% a 12% da população mundial.

*Apresentação: Michelle Alves de Lima.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 15 DE DEZEMBRO DE 2017
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