Ébola leva Banco Mundial a conceber programa de emergência para pandemias

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Presidente do órgão disse que deve haver capacidade de resposta global à altura de um possível desafio igual ou pior do que o atual; órgão afirma que mais detalhes sobre a iniciativa serão revelados nos próximos meses.

Doença que já matou mais de 10 mil pessoas. Foto: Irin/Tommy Trenchard

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque

O Banco Mundial vai criar um mecanismo de financiamento de emergência para pandemias, anunciou esta sexta-feira o presidente do órgão. Falando em Tóquio, no Japão, Jim Yong Kim, prometeu dar mais detalhes nos próximos meses.

O representante disse que a necessidade da iniciativa ficou clara após o órgão ter desembolsado US$ 500 milhões oito meses após o surto, com o agravamento na Serra Leoa, na Libéria e na Guiné Conacri.

Mortos

Kim disse que a comunidade internacional não reconheceu a urgência da crise que, segundo a Organização Mundial da Saúde, OMS, já fez 10.004 mortos e um total de 24.350 casos.

O Banco Mundial disse ainda que decorrem ações com parceiros para criar o instrumento financeiro para libertar “rapidamente uma grande quantidade de fundos em oito horas e não oito meses.”  A medida poderá ser tomada perante um surto que atenda a certos critérios e objetivos.

Taxas de Crescimento

O órgão estima que devido ao surto, os três países mais afetados terão um prejuízo de US$ 1,6 mil milhão no crescimento económico em 2015. Antes da epidemia estes tinham “as maiores taxas de crescimento no mundo”, que  entretanto devem aproximar-se ou ficar ou abaixo de zero.

O outro objetivo para a criação da iniciativa sobre pandemias é promover maiores investimentos de preparação dos países com vista a terem um “sistema de saúde forte e resistente”.

Kim disse que a crise do ébola expôs as consequências da capacidade inadequada da saúde pública, desde a vigilância e análise laboratorial à linha da frente dos serviços de saúde e agentes comunitários da área.

Desafio Igual

Com o aproximar de uma avaliação a ser feita “ao maior surto de ébola da história”, Kim disse que pode-se começar a reunir uma capacidade de resposta global que esteja à altura de um eventual desafio igual ou pior que a pandemia.

Ele afirmou que além do desembolso rápido de fundos, o programa de financiamente para pandemias  poderá envolver uma forte coordenação global “liderada por uma Organização Mundial de Saúde mais reforçada”.

Ele mencionou a necessidade de intervenções melhor preparadas com  profissionais das áreas de saúde, logística, transporte, farmácia e empresas de  comunicação. Além de uma escala de resposta das Nações Unidas, abordou ainda a necessidade de envolver instituições financeiras multilaterais e privadas.

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