Dia Mundial da Meteorologia tem como tema o "conhecimento"

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ONU cita ações decisivas para limitar os efeitos da mudança climática; vice-presidente da Organização Mundial de Meteorologia afirmou que é preciso conhecer mais o clima para agir mais; Divino Moura disse que a ação pode acontecer tanto na questão climática como na prevenção de problemas.

Foto: Banco Mundial/Arne Hoel

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

O Dia Mundial da Meteorologia, comemorado esta segunda-feira, 23 de março, tem como tema "Clima: conhecer para agir mais".

A ONU cita a importância e a necessidade de os países adotarem medidas decisivas para limitar os efeitos causados pela mudança climática.

Seca

De Brasília, em entrevista à Rádio ONU, o vice-presidente da Organização Mundial de Meteorologia, OMM, Divino Moura, falou sobre a data.

"Conhecer mais o clima para você poder agir mais, tanto na questão climática, de mudanças climáticas, quanto naquelas de variabilidade natural do clima. O que você pode fazer em termos de recursos hídricos, por exemplo, o Brasil este ano e no ano passado passou por uma seca severa na região sudeste. O que você pode fazer com os recursos hídricos em termos de apoio às atividades agrícolas, defesa civil, de energia e assim por diante."

Segundo a ONU, nos últimos 12 meses, milhares de vidas foram salvas em todo o mundo pela melhora na previsão do tempo, sistemas de alertas e preparação para desastres naturais.

Os benefícios econômicos gerados pelos serviços que envolvem o clima, como previsões futuras, são avaliados em centenas de milhões de dólares.

Sistema Cantareira

Divino Moura citou o caso da seca em São Paulo para falar da necessidade de uma melhor atenção das autoridades para essas previsões.

"As entidades de governo federal, estadual e municipal, deveriam prestar mais atenção para essas previsões e criar uma infraestrutura mais resiliente a coisas dessa natureza, ou seja, a variedade do clima de um ano para outro, de uma década para outra, é grande. Há que se levar em conta isso e criar sistemas mais robustos para que a sociedade não venha a padecer de um ano anômalo como foi o caso de 2014 e 2015. Felizmente nesse último mês as chuvas estão num ritmo abundante, mas provavelmente vai levar dois ou três anos para o sistema da Cantareira, em São Paulo, voltar aos níveis normais."

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, disse que a necessidade de se fortalecer a resiliência climática é uma das atividades centrais da organização neste ano.

Ban afirmou que "os eventos climáticos extremos e a mudança dos padrões do clima estão tendo um impacto crescente sobre o planeta e o bem-estar da humanidade".

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