Coordenador humanitário para o Iêmen pede proteção a civis no país

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Johannes Van Der Klaauw defendeu de assistência humanitária aos que precisam; Conselho de Segurança das Nações Unidas condenou a tomada de uma parte do país e das suas instituições nacionais pela milícia xiita Houthi .

Crianças deslocadas no Yêmen. Foto: Acnur/P. Rubio Larrauri

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova York.

O coordenador humanitário da ONU para o Iêmen, Johannes Van Der Klaauw, emitiu um comunicado nesta sexta-feira apelando a todos os lados do conflito no país que respeitem suas obrigações de proteger civis.

Ele também pediu que seja permitido o acesso de assistência humanitária aos que precisam.

Preocupação

Segundo o vice-porta-voz do secretário-geral da ONU, Farhan Haq, o coordenador humanitário afirmou estar "extremamente preocupado" que a escalada do conflito possa desviar os escassos recursos disponíveis às autoridades do país para fornecer serviços básicos e segurança para os mais vulneráveis.

Isto poderia ter "consequências desastrosas" para o bem-estar e sobrevivência de milhões de pessoas que já estão sem acesso a assistência básica de saúde, água potável, comida, nutrição e proteção.

Conflito

Johannes Van Der Klaauw mencionou violações, no decorrer das hostilidades no Iêmen no ano passado, incluindo usar escolas, instalações de saúde e infraestrutura como alvos.

Ele afirmou que estes incidentes muitas vezes tiveram "impacto desproporcional em crianças". Em 2014, cerca de 100 mil pessoas foram deslocadas pelo conflito.

Junto com o Ministério da Saúde e outros parceiros, a Organização Mundial da Saúde, OMS, afirmou estar respondendo às crescentes necessidades no Iêmen, como resultado da recente escalada da violência na capital Sana e outras partes do país.

Conselho de Segurança

No dia 22 de março, o Conselho de Segurança das Nações Unidas condenou a tomada de uma parte do Iêmen e das suas instituições nacionais pela milícia xiita Houthi.

Em declaração presidencial, emitida após uma sessão de emergência, o órgão alertou para "novas medidas" caso as hostilidades não terminem como está previsto nas resoluções sobre o país. Os 15 Estados-membros também declararam reconhecer a legitimidade do presidente iemenita Abdo-Rabbo Mansour Hadi.

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