Conselho de Segurança visita países africanos a partir desta terça-feira

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Em viagem de quatro dias, integrantes do órgão vão ao Burundi, Etiópia e República Centro-Africana; Angola é copresidente do do grupo ao lado da França que este mês lidera o órgão.

Soldados da Minusca. Foto: ONU/Catianne Tijerina

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

Os Estados-membros do Conselho de Segurança iniciam esta terça-feira uma visita de quatro dias ao continente africano. Os locais de destino são a República Centro-Africana, a capital etíope Adis Abeba e o Burundi.

De acordo com o órgão, o grupo Boko Haram  deve ser um dos temas em destaque no périplo, nomeadamente pela questão dos esforços para abordar a ameaça das milícias.

Angola

O embaixador de Angola junto às Nações Unidas, Ismael Martins, copreside o grupo na deslocação que ocorre no mês em que a França exerce a presidência rotativa do Conselho. Ele falou à Rádio ONU, em Nova Iorque, sobre a visita.

Resultados

“Com a França, vamos dirigir esta missão à África, justamente com os outros membros do Conselho de Segurança. Esperamos que possamos obter os resultados que tão já pensados por nós. E, logo, vamos encontrar todos os interlocutores, quer políticos quer sociedade civil para nesse nosso diálogo podermos primeiro aclarar e reforçar as posições que devem ser tomadas para consolidar a paz, para fazer com que a República Centro-Africana saia de uma situação de instabilidade para uma situação política, social e sobretudo económica já renovada."

Além de observar a situação de segurança, os membros do Conselho devem visitar a Missão das Nações Unidas na República Centro-Africana, Minusca, implantada em setembro de 2014.

Estima-se que a nação tenha mais de 438 mil deslocados internos, além de mais de 400 refugiados que deixaram o país.

Paz e Segurança

Em Adis Abeba, o órgão vai realizar sua reunião consultiva anual com o Conselho de Paz e Segurança da União Africana. O encontro anual acontecido desde 2007, alternando entre Nova Iorque e a capital etíope onde fica a sede da União Africana.

Ismael Martins falou dos planos na capital burundesa, Bujumbura. O diplomata explicou porque avaliar os progressos dos últimos 10 anos após o envio de missões da ONU no país.

Grandes Linhas

“Poderemos trazer o Burundi para uma situação também de maior estabilidade. Isto tem impacto no resto dos Grandes Lagos, na República Democrática do Congo, naturalmente e na própria República Centro-Africana. Esperamos que no Burundi também se possam obter resultados bons nos encontros e, iremos então finalizar a nossa missão no país onde traremos já de Adis Abeba alguns aspetos relativamente às grandes linhas para as soluções neste país.”

O Conselho deverá falar da importância de o país realizar eleições legislativas e presidenciais justas e livres. Os pleitos estão agendados para maio e junho.

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*Apresentação: Eleutério Guevane.

 

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 12 DE DEZEMBRO DE 2017
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