Conselho de Segurança destaca situação “séria e urgente” no Sudão do Sul

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Em declaração presidencial, órgão reiterou sua "intenção de impor quaisquer sanções que possam ser adequadas para responder à situação"; conflito já dura 15 meses e provocou cerca de 500 mil refugiados.

Família sul-sudanesa num abrigo das instalaçoes da ONU em Malakal. Foto: Ocha

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova Iorque.

Em declaração presidencial publicada nesta terça-feira, o Conselho de Segurança da ONU destacou a "seriedade e urgência" da situação no Sudão do Sul.

O órgão cita a adoção, por unanimidade, de uma resolução do dia 3 de março, a estabelecer regime de sanções contra os que minem a paz, segurança e estabilidade do país.

"Profunda Decepção"

O Conselho declarou sua "profunda decepção" com o fracasso de todos os lados no Sudão do Sul em concluír um acordo que deixaria o país mais próximo de solucionar o conflito em curso.

Na nota, o órgão reiterou sua "forte condenação" das repetidas violações do Acordo de Cessação de Hostilidades, assinado tanto pelo governo como por forças da oposição no ano passado.

Sanções

O Conselho reiterou sua intenção de impor quaisquer sanções que possam ser adequadas para encorajar os envolvidos a acelerar a formação de um governo de transição de unidade nacional e "tomar medidas efetivas e abrangentes" para acabar com operações militares e atos de violência.

O órgão também destacou a "importância de combater a impunidade e garantir a prestação de contas por graves violações e abusos de direitos humanos e do direito humanitário internacional".

Missão da ONU

A declaração foi lida pelo embaixador da França, François Delattre, que detém a presidência rotativa do Conselho de Segurança em março. O documento afirmou o "profundo apreço" pelas "ações corajosas" da Missão da ONU no Sudão do Sul, Unmiss, na proteção de civis.

A situação de segurança no país deteriorou-se de forma constante no último ano desde o ínicio de lutas políticas internas entre o presidente Salva Kiir e o seu antigo vice-presidente Riek Machar e seus grupos em dezembro de 2013.

No momento, bases da ONU estão a abrigar mais de 110 mil pessoas e há ainda mais 1,5 milhão de deslocados internos. Cerca de 500 mil sul-sudaneses estão refugiados fora do país.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 14 DE DEZEMBRO DE 2017
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