Comissão sobre o Estatuto da Mulher foca na igualdade em vários setores

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Na abertura do encontro, na Assembleia Geral, secretário-geral destaca que mulheres são agentes do progresso, mas sofrem com desigualdades econômicas, ataques violentos; Portugal traz a preocupação com a violência doméstica.

Ban Ki-moon. Foto: ONU/Amanda Voisard

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

A Comissão sobre o Estatuto da Mulher iniciou sua sessão anual na manhã desta segunda-feira, em Nova York. Na Assembleia Geral, o secretário-geral da ONU abriu os discursos defendendo 2015 como um ano vital para avanços na igualdade de gênero.

Ban Ki-moon destacou que as mulheres continuam sofrendo de forma desproporcional com a crise econômica, com os impactos da mudança climática e com deslocamentos causados por conflitos.

Papel dos Homens

Para o chefe da ONU, é importante reconhecer o "papel crucial dos homens na mudança de mentalidades". Ban disse que no século 21, "homens poderosos de verdade são aqueles que acreditam e trabalham pelo empoderamento feminino".

Segundo ele, promover a autonomia é a melhor maneira de alcançar crescimento, reconciliação e acabar com a radicalização. Ban disse que a meta é alcançar a igualdade entre homens e mulheres até 2030.

Violência Doméstica

O secretário-geral condenou também "grupos extremistas que continuam atacando mulheres e meninas de forma sistemática" e afirmou que a campanha da ONU "UNite" continuará lutando pelo fim de todas as formas de violência de gênero.

A violência doméstica é uma preocupação que Portugal traz para a Comissão sobre o Estatuto da Mulher. A secretária de Estado dos Assuntos Parlamentares e da Igualdade afirma que esta é uma das "desigualdades mais resistentes".

Pesquisa

Teresa Morais está em Nova York participando do encontro e falou com a Rádio ONU sobre uma pesquisa recente feita pela Agência para os Direitos Fundamentais da União Europeia

"O problema é grave, é pesado. A taxa de prevalência, de acordo com o inquérito, é de 24%, o que já é um número evidentemente elevado, mas a média da União Europeia é 33%. São mulheres que disseram já alguma vez, pelo menos um vez, terem sido vítimas de alguma forma de violência."

20 Anos

Segundo Teresa Morais, esta é uma das prioridades da sua gestão. A secretária de Estado da Igualdade de Portugal afirma, entretanto, que o país já alcançou a igualdade na educação, onde o acesso para meninos e meninas é igual.

A sessão da Comissão sobre o Estatuto da Mulher segue até o dia 20 de março, com representantes de governos, de agências das Nações Unidas e da sociedade civil.

Um dos principais debates do encontro será em torno dos 20 anos da Declaração de Pequim, documento "histórico" adotado por 189 países em 1995, sobre políticas públicas relacionadas aos direitos das mulheres.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 14 DE DEZEMBRO DE 2017
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