Cerca de 230 milhões de crianças vivem em países e áreas de conflito armado

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Secretário-geral da ONU mencionou estimativa durante reunião no Conselho de Segurança nesta quarta-feira; Ban Ki-moon afirmou que grupos como Boko Haram e Isil não apenas constituem "ameaça à paz e segurança internacionais", mas muitas vezes usam meninas e meninos como alvos.

Segundo estimativas, cerca de 230 milhões de crianças vivem em países e áreas com confrontos de grupos armados. Foto: ONU/JC McIlwaine

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova York.

O secretário-geral da ONU afirmou que, segundo estimativas, cerca de 230 milhões de crianças vivem em países e áreas onde há confrontos de grupos armados. Até 15 milhões de menores foram diretamente afetados pela violência.

Falando em debate no Conselho de Segurança sobre crianças e conflitos armados, Ban Ki-moon mencionou que o ano passado foi considerado um dos "piores" para menores em áreas afetadas por confrontos.

Responsabilidade

O chefe da ONU destacou a responsabilidade de levantar estas questões para discussão e ação.

Ban afirmou que desde a última vez em que falou ao Conselho sobre este tema, há um ano, centenas de milhares de crianças foram confrontadas com emergências ou intensificação de conflito e sofreram "novas e graves" ameaças por grupos armados.

Ele afirmou que, "infelizmente, isto inclui algumas das piores violações de direitos humanos que uma criança pode sofrer, incluindo morte, ferimentos, prisão e tortura, abuso sexual, recrutamento forçado e sequestro".

Extremismo

O secretário-geral declarou que o aumento do "extremismo violento" em áreas de conflito é "particularmente perturbador".

Ban afirmou que grupos como o Dash, também conhecido como Estado Islâmico do Iraque e do Levante, Isil, e o Boko Haram, "não apenas constituem uma ameaça à paz e segurança internacionais, como muitas vezes têm meninas e meninos como alvos".

O chefe da ONU declarou que "nenhuma causa justifica tais atos" e que crianças "têm o direito de serem protegidas em suas escolas, casas e comunidades".

Crianças-soldado

Falando à Rádio ONU, o embaixador da União Africana junto às Nações Unidas, Téte António, reforçou a necessidade de mais rigor para abordar grupos que usam crianças como combatentes.

“Nós desenvolvemos uma doutrina de se atacar esses grupos porque os nossos instrumentos atuais, tal como foram concebidos, das Nações Unidas, já não correspondem às ações desses grupos armados. Temos que rever praticamente a nossa doutrina em relação à ação contra os grupos. Uma missão de operação de paz já não está atualizada para tratar desses grupos armados. O que nós propusemos é pôr em prática as plataformas que criamos partindo dos instrumentos jurídicos e desencorajar também não só os que usam as crianças, mas os que se beneficiam disso. Precisamos de uma network (rede) internacional para fazer isso.”

A Nigéria e o Sudão do Sul foram citados no discurso do secretário-geral da ONU no debate no Conselho de Segurança, pelo sequestro de menores para “aterrorizar e humilhar comunidades inteiras”. A Síria e o Iraque também foram mencionados.
Ban disse que não se pode esquecer as imagens de meninas nigerianas capturadas numa escola da cidade de Chibok. Ele apelou aos Estados-membros que trabalhem com as Nações Unidas para fortalecer os mecanismos de prevenção e resposta da organização.

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