Brasil expande serviço de proteção às brasileiras que vivem no exterior

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Anúncio foi feito pela secretária-executiva da Secretaria de Políticas para as Mulheres que participa da Comissão sobre o Estatuto da Mulher; Linda Goulart afirmou que brasileiras podem pedir ajuda ligando para o número 180.

Foto: ONU/Martine Perret

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

A secretária-executiva da Secretaria de Políticas para as Mulheres, Linda Goulart, que está participando da 59ª sessão da Comissão sobre o Estatuto da Mulher, disse que os maiores avanços no Brasil estão, por exemplo, na área de educação.

Em Nova York, em entrevista à Rádio ONU, Goulart deu mais detalhes sobre esse progresso.

"Nós temos visto progressos. Na área da educação eles são muito visíveis. Os percentuais de conclusão (do curso) entre homens e mulheres são favoráveis à mulher. Em todos os níveis, da educação básica, da educação superior e até mesmo na pós-graduação."

Violência

A secretária-executiva declarou que violência contra mulheres é uma das principais preocupações do governo, não só no Brasil, mas também no exterior.

"Um serviço que atende mulheres, que nós chamamos de Ligue 180, que a mulher pode ligar para esse número e a denúncia é feita imediatamente aos órgãos responsáveis. E este número inclusive, acho que isso é muito importante falar na Rádio ONU, foi expandido para 15 países. Nós antes atendíamos Portugal, Espanha e Itália e agora nós estamos atendendo mais 12 países. Isso mostra que estamos preocupados em atender as mulheres tanto do Brasil, como as mulheres brasileiras no exterior também."

A secretária-executiva disse que ao receber a denúncia, a Secretaria entra em contato com as autoridades da polícia federal e num trabalho conjunto com o Ministério das Relações Exteriores, faz contato com a polícia do país de onde a denúncia foi feita, para que juntos possam proteger a mulher e prender o agressor.

Trabalho

Na área do trabalho, ela disse que é crescente o número de mulheres empregadas com carteira de trabalho, mas ao mesmo tempo, afirmou que ainda há um longo caminho a ser percorrido.

Linda Goulart afirmou que apesar dos avanços no mercado de trabalho, mulheres e homens ocupando o mesmo posto na iniciativa privada recebem salários diferentes, com os homens ganhando mais.

Outro ponto citado foi o de altos cargos. Ela explicou que quanto mais alto é o posto na empresa, menor é o número de mulheres.

Na Assembleia Geral, o secretário-geral da ONU disse que 2015 é vital para avanços na igualdade de gênero.

Ban Ki-moon destacou que as mulheres continuam sofrendo de forma desproporcional com a crise econômica, com os impactos da mudança climática e com deslocamentos causados por conflitos.

Segundo ele, a meta das Nações Unidas é alcançar a igualdade entre homens e mulheres até 2030.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 12 DE DEZEMBRO DE 2017
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