Ban quer que líderes árabes reforcem parceria para segurança da região

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Secretário-geral está no balneário egípcio de Sharm e-Sheik participando do Encontro de Cúpula da Liga Árabe; para o chefe da ONU impacto de crises no Oriente Médio representa desafio para paz e segurança internacionais.

Ban Ki-moon (arquivo). Foto: ONU/Evan Schneider

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

O secretário-geral da ONU pediu a líderes árabes que reforcem a cooperação para beneficiar os povos da região e também a segurança global.

O apelo foi feito, neste sábado, durante a realização do Encontro de Cúpula da Liga Árabe, que ocorre em Sharm el-Sheik, no Egito.

Terrorismo

Ban Ki-moon afirmou que a violência no Oriente Médio e os atos de terrorismo causam "enorme sofrimento" e  afetam não só o mundo árabe, mas são um desafio também para a paz e a segurança internacionais.

O chefe da ONU citou ainda o que chamou de "aparente ocupação sem fim da Palestina por Israel".

Ban disse que para responder a essas tendências, é preciso examinar as causas do extremismo e da violência. Para ele, medidas de segurança devem respeitar os direitos humanos, e estratégias militares por si só não serão suficientes para resolver o problema.

Longo Prazo

As Nações Unidas acreditam que sem boa governança, respeito ao Estado de direito, aos direitos humanos e das mulheres não haverá estabilidade política de longo prazo.

O secretário-geral disse sentir "raiva e vergonha" ao observar que o governo da Síria, grupos extremistas e terroristas estão destruindo o país, sem qualquer piedade. Ban disse ainda que sente-se envergonhado ao ter que admitir o que chamou de "falha coletiva" das comunidades regional e internacional em acabar de forma decisiva com a carnificina que afligiu o povo irmão da Síria.

Para ele, as crises na região estão se espalhando rapidamente e no mesmo ritmo em que a credibilidade da comunidade internacional e da região está se reduzindo.  Ban ressaltou que o povo sírio está sendo traído e que este quadro não pode continuar.

Conferência para Síria

Após o encontro em Sharm el-Sheik, o secretário-geral deverá presidir a Terceira Conferência Internacional de Ajuda Humanitária para a Síria. A reunião ocorrerá no Kwait.

Ao comentar a situação no Iêmen, Ban Ki-moon voltou a condenar as tentativas do grupo xiita Houthis e do ex-presidente do país de minar acordos políticos usando a força militar.

Ele ressaltou a declaração presidencial do Conselho de Segurança sobre o tema que pede aos iemenitas que retornem "o mais rapidamente possível" ao processo político inclusivo.

O secretário-geral também citou as crises no Líbano, no Iraque e na Líbia. Ao falar da África árabe, ele pediu apoio para ajudar a estabilizar as áreas que estavam sob controle das milícias Al-Shabad, e afirmou que a implementação do Documento de Doha para Paz em Darfur deve continuar.

 

 

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