Ban diz que "sírios estão se sentindo abandonados pelo mundo"

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Em mensagem para marcar os quatro anos da guerra na Síria, secretário-geral da ONU diz que comunidade internacional está dividida; ele afirmou que países-membros continuam incapazes de adotar ação coletiva para acabar com os assassinatos e a destruição no país.

Foto: Ocha

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, afirmou esta quinta-feira que "os sírios estão se sentindo cada vez mais abandonados pelo mundo no momento em que a guerra na Síria completa quatro anos este mês.

Em comunicado, Ban disse que a população continua sofrendo diante dos olhos da comunidade internacional que, segundo ele, continua dividida e incapaz de adotar uma ação coletiva para acabar com os assassinatos e a destruição no país.

Manifestação Pacífica

O chefe da ONU lembrou que em março de 2011, milhares de sírios tomaram as ruas de forma pacífica pedindo uma reforma política. Ele explicou que "o pedido legítimo foi confrontado com uma resposta violenta pelas autoridades sírias.

Ban declarou que "com o tempo, os civis pegaram armas, as potências regionais se envolveram no conflito e grupos radicais ganharam terreno".

O secretário-geral afirmou que até agora mais de 220 mil pessoas foram mortas e quase metade da população foi forçada a fugir de suas casas. Ban disse que mais de 4 milhões buscaram refúgio em países vizinhos e 7,6 milhões são deslocados internos.

Ele alertou que "cada dia traz mais morte, deslocamento e destruição, aumentando a perspectiva temível do colapso total do país e de consequências mais graves para toda a região".

Daesh

Ban disse que enquanto a atenção global, corretamente, está na ameaça à segurança e à paz internacionais por grupos terroristas como o Daesh, também conhecido como Estado Islâmico do Iraque e do Levante, Isil, o foco deve continuar na população síria.

Segundo o chefe da ONU, "se o mundo quiser acabar com o extremismo violento e com o sectarismo por toda a região, é fundamental acabar com o conflito na Síria".

Ban explicou que as Nações Unidas continuam fornecendo ajuda diária aos civis. O enviado especial, Staffan de Mistura, trabalha por um acordo para suspender o uso de armas pesadas para que a organização possa entregar ajuda humanitária para a população de Alepo.

Conferência

O secretário-geral disse que vai presidir uma Conferência Internacional de Doadores, no fim do mês, no Kuwait. O evento tem como objetivo levantar fundos para ajudar a população síria e os países ao redor que estão cobrindo os gastos por abrigar milhões de refugiados.

Ban declarou que a assistência humanitária pode apenas aliviar o sofrimento dos sírios mas não a guerra. Para isso, o chefe da ONU afirmou que é necessária uma solução política.

Ele pediu a comunidade internacional que se una e dê apoio total aos esforços da ONU para criar um processo de transição política liderado pelos sírios, tendo como base o Comunicado de Genebra. A meta é alcançar as aspirações de liberdade, dignidade e justiça do povo sírio.

Para Ban, é importante que todas as partes envolvidas na crise, especialmente o presidente Bashar al-Assad, adotem medidas para acabar com o "banho de sangue" e dar início ao processo político.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 11 DE DEZEMBRO DE 2017
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