Ban anuncia criação de plano de ação sobre prevenção do extremismo

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Conselho de Segurança debate vítimas de ataques baseados em etnia ou religião; Ban Ki-moon se diz preocupado com casos na Síria, Iraque, Líbia e Iêmen; para secretário-geral , combatentes têm "visão apocalíptica".

Ban Ki-moon nesta sexta-feira em reunião no Conselho de Segurança. Foto: ONU/Loey Felipe

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

O Conselho de Segurança debate, esta sexta-feira, as vítimas de ataques e de abusos com base religiosa ou étnica no Oriente Médio. O secretário-geral abriu os discursos, voltando a ressaltar sua grave preocupação com os perigos enfrentados por minorias em vários países.

Ban Ki-moon lembrou dos "milhares de civis que estão à mercê do Estado Islâmico do Iraque e do Levante, Isil".

Oposição

Segundo o secretário-geral, os combatentes "estão assassinando, de forma sistemática, minorias étnicas e religiosas ou qualquer pessoa que faça oposição à visão apocalíptica do grupo".

Ban destaca que os ataques estão se espalhando pelo Oriente Médio, em países como Síria, Iraque, Líbia e Iêmen.

Plano

Mas o chefe da ONU voltou a ressaltar que "abusos no controle do terrorismo são moralmente errados e estrategicamente contraprodutivos".

Ban pediu ao Conselho de Segurança e à comunidade internacional que "ultrapassem diferenças e encontrem novas maneiras de garantir a proteção dos civis", citando o caso dos sírios.

Segundo ele, a ONU está desenvolvendo um "Plano de Ação sobre Prevenção do Extremismo Violento", que será lançado em setembro. Ban Ki-moon também falou sobre a criação de um painel de especialistas em dinâmicas inter e intrasectárias, nos setores da religião, cultura e negócios.

Participou também do debate no Conselho de Segurança o secretário das Relações Exteriores de Angola.

Tolerância

Em Nova York, Manuel Domingos Augusto falou com a Rádio ONU:

"A mensagem principal é a necessidade da tolerância e da inclusão como base para que ninguém seja discriminado, que haja, de acordo com a comunidade internacional, ações práticas no sentido de proteger as minorias, sejam elas religiosas ou étnicas."

Ao discursar no encontro, o secretário angolano lembrou que o Sudão do Sul e a República Centro-Africana são alguns dos países africanos onde as minorias étnicas e religiosas não recebem proteção adequada.

Para Manuel Domingos Augusto, "a ameaça imposta pelos extremistas radicais" precisa de uma resposta ideológica, com o uso de tecnologias da comunicação e da contenção da propaganda feita por esses grupos.

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