Alto comissário "alarmado" com rápida piora da situação no Iêmen

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Zeid Al Hussein faz apelo por proteção dos civis e para que partes em conflito resolvam suas diferenças por meio do diálogo; para chefe de direitos humanos, país está "à beira do colapso" com ataques recentes.

Zeid Al Hussein pede proteção de civis no Iêmen. Foto: ONU/Jean-Marc Ferré

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

O alto comissário da ONU para os Direitos Humanos está "alarmado" com a rápida piora da situação no Iêmen. Numa nota divulgada esta terça-feira, Zeid Al Hussein lembrou que a crise começou em 22 de janeiro, quando o presidente Abd Rabbo Mansour Hadi foi retirado do poder à força, provocando a "campanha militar por uma coalizão de 10 países, liderada pela Arábia Saudita".

O alto comissário está pedindo a todos os lados em conflito para protegerem os civis de danos e para resolverem suas diferenças por meio do diálogo, ao invés de usar a força militar.

Colapso

Segundo Zeid, a "situação no Iêmen é extremamente alarmante, com dezenas de civis assassinados nos últimos quatro dias" e por isso, ele acredita que o país "está à beira de um colapso total".

Sobre o ataque aéreo ocorrido na segunda-feira, contra o campo para deslocados internos de Al-Mazraq, ao norte, Zeid afirmou ter ficado chocado e disse que as equipes da ONU no Iêmen confirmaram pelo menos 19 mortes e 35 feridos. O acampamento serve de abrigo para 4 mil pessoas e foi estabelecido pela ONU em 2009.

Vida Difícil

Já em Dhale, Zeid lembrou de ataques contra pelo menos três hospitais e um número desconhecido de mortes, em ações realizadas por grupos afiliados aos houthis. Conflitos pesados foram registrados também nas ruas de Áden, tornando a "situação extremamente difícil", segundo o alto comissário, que condenou todos os ataques.

Desde sexta-feira, pelo menos 93 civis foram mortos no Iêmen com a onda de violência em várias cidades e mais de 360 ficaram feridos, afirmou Zeid Al Hussein. Para o alto comissário, a vida no país ficou mais difícil com a destruição de casas, hospitais e escolas.

Zeid Al Hussein reforçou que assassinar "tantos civis inocentes é inaceitável" e que a lei humanitária internacional deve ser totalmente respeitada.

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