“Ajuda ao desenvolvimento deve ser maior que empréstimos” na Guiné-Bissau

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Presidente José Mário Vaz reafirmou expectativas de apoio ao país na Mesa Redonda de Bruxelas; evento decorre esta quarta-feira; delegação de 45 guineenses já está na capital belga para a reunião, que deve ter 240 convidados.

Bandeira da Guiné-Bissau

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

O chefe de Estado da Guiné-Bissau, José Mário Vaz, pediu união dos guineenses com vista ao sucesso da Mesa Redonda de Bruxelas a decorrer esta quarta-feira.

As ações para realizar o encontro foram apoiadas pelas Nações Unidas. Através do Escritório Integrado para a Consolidação da Paz no país, Uniogbis, a organização ajuda a identificar apoios internacionais para os guineenses.

Futuro

A propósito da reunião, Vaz disse que o apoio para o avanço da Guiné-Bissau é importante, mas ressaltou que as gerações vindouras devem ser tidas em conta neste processo. O líder juntou-se à comitiva que avançou para Bruxelas.

“O mais importante nessa mesa redonda é que a componente ajuda pública para o desenvolvimento seja superior à componente empréstimo. Se a componente empréstimo for superior significa que a nossa geração vai deixar um fardo pesado para a geração futura porque são empréstimos que terão que ser pagos no futuro.”

Sociedade Civil

Além de políticos e técnicos, a delegação de 45 guineenses integra a sociedade civil. De acordo com o governo do país, mais de 240 convidados confirmaram presença na reunião, incluindo líderes da África Ocidental.

Falando à Rádio ONU, em Bissau, a secretária-geral da Plataforma Política das Mulheres, Helena Hassane Saíde, revelou as expectativas da sociedade civil ao partir para o encontro na capital belga.

“São propostas relevantes para as quais qualquer doador pode-se sentir sensível face ao que nós vamos apresentar. Essa mesa redonda é uma salvação para a Guiné-Bissau. É a forma de poder mostrar que, realmente, os guineenses estão unidos para uma causa comum, mostrando que a paz e a estabilidade estão a reinar e vão continuar a reinar no território da Guiné-Bissau”

A mobilização da assistência internacional é também uma componente do escritório da ONU no país, que reforça igualmente a cooperação com entidades parceiras da Guiné-Bissau como parte dos esforços de estabilização.

*Com reportagem de Amatijane Candé, de Bissau.

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