Africanos querem acordo climático a refletir suas prioridades e aspirações

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Reunião de ministros do Ambiente termina a realçar necessidade de gerir melhor os recursos naturais e integrar a economia verde nos planos de desenvolvimento; declaração foi divulgada no encontro desta semana no Cairo.

Pesquisas sobre clima africano. Foto: Banco Mundial/Curt Carnemark

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

A Conferência Ministerial Africana dos Ambientes encerrou na capital egípcia Cairo, com uma declaração que reafirma a vontade de chegar a um acordo climático no fim deste ano em Paris.

Para os representantes da área, o pacto deve “refletir as prioridades do continente e as suas aspirações”. O documento, aprovado esta sexta-feira, destaca também a necessidade de melhorar a gestão dos recursos naturais e da integração de uma economia verde inclusiva nos planos de desenvolvimento.

Mais Produção

No evento, foi mencionado o potencial de países como o Burkina Fasso que prevê um aumento de 180% na produção de eletricidade a partir de energias renováveis.

Foram igualmente revelados os planos da África do Sul, de criar 300 mil postos de “empregos ecológicos” até 2020.

No Egipto, que acolheu a reunião, a mudança para a chamada economia verde poderia economizar mais de US$ 1,3 mil milhão na agricultura e US$ 1,1 mil milhão no setor das águas. Tais medidas reduziriam 13% das emissões de dióxido de carbono e 40% do consumo de água no país.

Pobreza

No evento, os representantes africanos concordaram em otimizar o uso dos recursos naturais para o desenvolvimento sustentável e a redução da pobreza.

A ideia é integrar a economia verde inclusiva nos seus planos, mobilizar recursos e criar postos de trabalho especialmente voltados para as pequenas e médias empresas.

O presidente do Conferência,  Khaled Fahmy, destacou a necessidade de mais esforços e de se avaliar o capital natural nas decisões com vista a aproveitar todo o potencial das riquezas. A outra recomendação é empregar a vantagem competitiva como um motor para o crescimento económico inclusivo.

Reservas

No segundo maior continente do mundo, pretende-se usar melhor os ecossistemas e recursos como fontes de água, a fertilidade dos solos e a biodiversidade para apoiar setores como energia, turismo e agricultura.

O Estudo Síntese da Economia Verde em África, apresentado no evento, revela que apesar do aumento médio de 5,1% no Produto Interno Bruto na última década, os desafios sociais e económicos africanos continuam.

Na África Subsaariana, 48,5% dos habitantes vivem na pobreza extrema, 76% das casas não estão ligados à rede elétrica e 70% das pessoas da região não têm acesso ao saneamento básico.

*Apresentação: Denise Costa.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 15 DE DEZEMBRO DE 2017
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